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POLÊMICA

Após críticas, Vechi defende expediente normal na saúde e educação durante jogo do Brasil

Prefeito afirma que atendimento à população não pode ser interrompido, diz que servidores poderão assistir à partida no trabalho e defende decisão

Publicado em 29/06/2026 às 09:56
Atualizado em

(Foto: Reprodução)

O prefeito de Brusque, André Vechi (PL), publicou um vídeo nas redes sociais para explicar a decisão da Prefeitura de manter o funcionamento normal das unidades de saúde e das escolas durante o jogo entre Brasil e Japão, válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, na tarde desta segunda-feira (29). A medida gerou críticas de parte dos servidores municipais, principalmente das áreas da saúde e da educação.

Assista ao vídeo. 

Na sexta-feira (26), a prefeitura publicou o Decreto nº 10.753/2026, que estabelece expediente em turno único, das 7h às 13h, apenas para os setores administrativos da administração municipal.

O horário especial será adotado na Prefeitura, autarquias, fundações municipais, no setor administrativo do Samae, da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, da Secretaria Municipal de Saúde e da Defesa Civil.

Já os serviços considerados essenciais, como as unidades de saúde e as escolas, seguirão funcionando normalmente durante a tarde.

"Não vou prejudicar toda uma cidade"

No vídeo, Vechi afirmou que a decisão foi tomada após conversar com representantes do setor produtivo e destacou que a maioria das empresas de Brusque manterá o expediente normal na segunda-feira.

"Conversei com diversas lideranças empresariais e empresários, e a grande maioria das empresas vai trabalhar normalmente. O comércio e a indústria vão parar apenas durante o horário do jogo para que os funcionários assistam à partida no próprio local de trabalho e depois retomem as atividades", afirmou.

Segundo o prefeito, a mesma orientação vale para os servidores da saúde e da educação.

"Tanto na educação quanto na saúde, durante o horário da partida, será possível acompanhar o jogo. É claro que, na saúde, quem estiver atendendo um paciente em uma situação de urgência ou emergência terá que priorizar esse atendimento. Mas ninguém será impedido de assistir ao jogo."

Saúde e educação

Vechi afirmou que interromper o atendimento nas unidades de saúde ou cancelar as aulas prejudicaria a população.

Na área da saúde, ele destacou que consultas e atendimentos já estavam agendados para o período da tarde e lembrou que hospitais e pronto atendimento funcionaram normalmente durante os demais jogos da Seleção Brasileira.

"As pessoas não escolhem a hora em que vão ficar doentes. Existem consultas e atendimentos já agendados para segunda-feira à tarde", disse.

Em relação à educação, o prefeito argumentou que a suspensão das aulas obrigaria milhares de pais a faltar ao trabalho para cuidar dos filhos.

"Se o comércio, a indústria e as empresas vão funcionar normalmente, o que aconteceria com os pais que precisariam faltar ao trabalho porque os filhos não teriam aula? Teríamos milhares de famílias prejudicadas."

Ele também ressaltou que a partida não é uma decisão da competição.

"Estamos falando de um jogo dos 16 avos de final, não da final da Copa do Mundo. Precisamos usar o bom senso."

Expediente reduzido no administrativo

Outro ponto abordado por Vechi foi a diferença entre o expediente dos servidores administrativos e dos demais setores.

Segundo ele, não há privilégio, mas uma diferença na natureza das atividades.

"Os servidores administrativos vão trabalhar das 7h às 13h. São serviços que podem ser reorganizados e compensados em outro momento, diferente da saúde e da educação, que exigem atendimento contínuo."

O prefeito também afirmou que comparar categorias não é adequado, já que cada cargo possui regras, jornadas e atribuições específicas.

Prefeito diz que também trabalhará

Ao final do vídeo, Vechi respondeu às críticas sobre o fato de assistir ou não ao jogo.

Ele afirmou que, dos três primeiros jogos da Seleção, conseguiu acompanhar apenas um por completo e anunciou que pretende assistir à partida em uma escola do município.

"Na segunda-feira vou escolher uma escola, comprar pipoca e assistir ao jogo com os professores e os alunos. Se eles estarão trabalhando, é justo que eu também esteja."

Encerrando a manifestação, o prefeito reforçou que manterá esse entendimento sempre que precisar decidir entre interesses individuais e coletivos.

"Não vou prejudicar toda uma cidade em detrimento de um grupo de servidores que gostaria de assistir ao jogo em casa. Sempre que eu tiver que escolher, vou ficar do lado do interesse público e da maioria da população."

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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