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Prevenção

Com atendimentos em alta, CVV, projeta ampliação de serviço para 2020

Centro de Valorização da Vida busca ampliar número de voluntários e criar iniciativa de aproximação social

Postado em 10/09/2019 às 17:14 |

(Foto: Divulgação/Reprodução)

O serviço do posto do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Brusque somou 9571 atendimentos pelo ramal 188, no ano passado. No mesmo período, o serviço recebeu mais de 3,5 milhões de chamadas em todo o território nacional no mesmo período. Neste ano, até momento foram cerca de 6 mil atendimentos na unidade brusquense.

No mês de prevenção ao suicídio o Portal da Cidade Brusque conversou com referências sobre o tema. De acordo com a voluntária do CVV, Luciana Raimundo Marcos, a demanda pelo serviço cresce, apesar da limitação de voluntários dificulta a ampliação de horários que o serviço fica disponível. Hoje são 15 voluntários, deles 13 atuam como plantonistas e dois servem de apoio.  

Além dos atendimentos pelo telefone, rodas de conversa e palestras são organizadas pelo órgão. Para 2020, o grupo também pretende iniciar o CVV Comunidade, trabalho externo, de aproximação com a comunidade.

Para tentar suprir a demanda, o grupo busca por novos voluntários. Cerca de 20 compõem uma turma que está em formação e deve estar disponível ainda em 2019. A unidade do CVV de Brusque opera desde janeiro de 2018. No país são 110 postos e um total de 3 mil voluntários dedicados ao serviço.


Casos em atenção

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam o suicídio como a segunda causa de morte mais comum entre jovens 15 a 29 anos no mundo. “Diante deste cenário, é inegável afirmar que atuar no campo da Saúde Mental é urgente. Preferencialmente nesta faixa etária.”

Entre as ações adotadas para tentar reduzir os casos, o CVV disponibiliza, em uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), duas séries de vídeos sobre o tema. O material é voltado tanto para o ambiente escolar quanto espaços que façam o atendimento de crianças e adolescentes.

O material conta com a colaboração do médico psiquiatra e professor da Unicamp, Neury Botega e da psicóloga e doutora pela USP, Karen Scavacini. Eles são diretores Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio.

“Ao ouvirmos quem nos liga, passamos a ouvir esta pessoa integralmente, sem julgamentos, compreendendo-as empaticamente, acolhendo suas queixas e sentimentos, permitindo assim, que ela desabafe. Que ela exponha e coloque para fora o que lhe incomoda. Acreditamos que a começar por este desabafo, já acontece um alívio momentâneo”, resume Luciana.

Na avaliação dela, o simples fato de ouvir pessoas que sofrem com alguma dessas angústias já pode auxiliar a reduzir os efeitos de uma crise. Pelo fato dos voluntários não estarem no contexto familiar, acaba sendo mais fácil que a pessoa se abra.

 “O que precisamos fazer é começar a ouvir, treinar a escuta e fazer isto, compreendendo que cada pessoa é única e o que ela sente, somente ela pode dizer. Na família, quem se queixa deve ser encorajado a procurar ajuda profissional. Deve sentir que não está só”, recomenda.


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