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SECA EM BRUSQUE

Diante da seca brusquenses reclamam da falta de água em diversas localidades

Moradores afirmam estarem desassistidos pelo Samae que salienta estar trabalhando na solução dos problemas

Postado em 10/01/2019 às 15:33

(Foto: Divulgação)

A estiagem prolongada que atinge o município de Brusque desde o segundo semestre de 2018 continua trazendo diversos transtornos para moradores das regiões periféricas, sobretudo nas partes mais altas. Com a chegada do verão e a utilização em massa do recurso hídrico, a situação se tornou mais preocupante ainda em áreas como Dom Joaquim, Ribeirão do Mafra, Volta Grande, Tomás Coelho, Cedrinho, Cedro Alto, Cristalina entre outras.

Tais localidades periféricas da cidade são abastecidas por mananciais isolados. Em decorrência da falta de chuvas constantes, as represas destes sistemas se encontram praticamente secas, o que acaba por sobrecarregar a Estação de Tratamento de Água Central (ETA Central), que passa a abastecer os bairros desguarnecidos.

Uma leitora do Portal da Cidade Brusque, que preferiu não se identificar, é moradora do bairro Cedrinho e afirma que há três dias não chega água em sua casa. Ao entrar em contato com a Samae a autarquia afirma que o problema se dá devido a um cano quebrado.

Já Pierre Maurici afirma que o problema entre a Samae e o bairro Dom Joaquim, onde ele reside, vem há tempos se alastrando. "Eu já fiz inúmeras reuniões, conversei com diversos funcionários do Samae até mesmo com o diretor mas ninguém se dispôs a resolver meu problema", afirma.

Mesmo com a falta de água no bairro o relógio contabiliza a passagem de ar nas tubulações, o que acarretou em um aumento considerável nas faturas da casa de Maurici apesar de não ter tido consumo.

"Tentei negociar com o financeiro do Samae para pagar o valor mínimo da fatura mas eles são inflexíveis e não me dão opções para a solução dos problemas", salienta. 

Resposta do Samae

Em nota, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Brusque (Samae) afirma que vem, incansavelmente, executando manobras na rede durante as 24 horas do dia para tentar, paliativamente, trazer mais conforto aos moradores. Além disso, desde que teve início a seca, a autarquia municipal disponibiliza caminhões pipa terceirizados para abastecer os reservatórios das localidades mais afastadas.

Porém, com o calor excessivo, outras medidas emergenciais vem sendo estudadas, haja vista a continuidade dos problemas. Conforme o diretor-presidente do Samae, Roberto Bolognini, o foco principal das atenções está sendo direcionado para o bairro Dom Joaquim, onde existe a intenção de se perfurar um poço profundo em terras já pertencentes a autarquia.

“As chuvas que estão acontecendo são rápidas e não suficientes pra recuperar os mananciais. Ressalto que ainda vivenciamos uma seca prolongada. A perfuração deverá ocorrer em breve, após lançamento de licitação. No mesmo local, estamos com estudo pronto para reforçar uma linha de energia de alta tensão para permitir o bombeamento do poço para o reservatório do sistema. Ao mesmo tempo, a rede adutora será instalada”, salienta Bolognini.

Se  produção do poço for viável para as necessidades da população local, a ideia é perfurar outros próximos do local ainda a ser definido. “Nossa expectativa é que a soma das produções destes poços possam resultar num melhor atendimento da região, até que o primeiro  módulo de Cristalina entre em operação”, finaliza.

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