Portal da Cidade Brusque

PREVENÇÃO DE CHEIAS

Em Brusque, Jorginho Mello assina ordem de serviço para construção da Barragem de Botuverá

Estrutura no Rio Itajaí-Mirim terá 40,8 metros de altura e poderá reter 20,2 milhões de metros cúbicos de água

Publicado em 22/10/2026 às 17:59
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(Foto: Celio Bruns Jr/Portal da Cidade Brusque)

O Governo de Santa Catarina assinou, na tarde desta quinta-feira (22), a ordem de serviço para a construção da Barragem de Botuverá, no Rio Itajaí-Mirim. Com investimento previsto de R$ 162,8 milhões, a estrutura terá a função de controlar parte da vazão do rio durante períodos de chuva intensa, reduzindo os riscos de enchentes em municípios como Brusque e Itajaí.

Assista o vídeo.

A cerimônia foi realizada às 16h30, no hall de entrada do Centro Empresarial, Social e Cultural de Brusque (CESCB), na rua Pedro Werner, 180, com a presença do governador Jorginho Mello (PL) e do secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza.

Também participaram o prefeito de Brusque, André Vechi (PL), o vice-prefeito Deco Batisti (PL), o prefeito de Guabiruba, Valmir Zirke (PP), o vice-prefeito de Botuverá, Kaioran Paloschi Paulini (PP), o deputado estadual Carlos Humberto (PL) e o senador Hermes Klann (PL), além de secretários estaduais, vereadores e representantes de entidades da região.

O empreendimento será executado pelo Consórcio Construtor Botuverá, formado pelas empresas Araxá Engenharia e Ivaí Engenharia de Obras. O investimento contempla a construção da barragem, a supervisão dos serviços e o Plano Básico Ambiental (PBA).

A estrutura terá aproximadamente 40,8 metros de altura, 124 metros de extensão na parte superior e capacidade para armazenar 20,2 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 20,2 bilhões de litros. O projeto prevê duas comportas para regular a saída da água.

O prazo previsto para a execução é de 30 meses, incluindo etapas preparatórias e a construção propriamente dita. Durante a cerimônia, o governador mencionou a expectativa de concluir os trabalhos em cerca de dois anos.

Como a barragem vai ajudar a evitar enchentes

A barragem funcionará como um reservatório de contenção. Em períodos de chuva intensa, quando o nível do Rio Itajaí-Mirim sobe rapidamente, a estrutura permitirá reter temporariamente parte da água que seguiria para os municípios localizados rio abaixo.

Essa água será liberada de maneira controlada, conforme as condições do rio e a operação das comportas. O objetivo é diminuir a quantidade de água que chega de uma só vez a cidades como Brusque, reduzindo a altura dos picos de cheia.

Na prática, a barragem poderá fazer com que o rio suba menos durante determinados eventos de chuva, diminuindo a possibilidade de transbordamentos e os danos provocados pelas inundações.

A estrutura, porém, não eliminará completamente o risco de enchentes. Sua eficácia dependerá de fatores como a intensidade e a duração das chuvas, o volume disponível no reservatório e a contribuição de outros rios e córregos da região.

Segundo as estimativas apresentadas para o projeto, mais de 450 mil pessoas poderão ser beneficiadas pela obra.

Governador comenta prazo e contrapartidas para Botuverá

Durante entrevista à imprensa, Jorginho Mello afirmou que a construção da barragem é uma demanda antiga da região e destacou a importância do empreendimento para moradores e empresas.

“É uma obra que vai oferecer mais segurança para toda essa região, para quem produz, trabalha e investe. É uma obra pensada e desejada há muito tempo”, declarou.

O governador também ressaltou que a estrutura será a primeira barragem de contenção de cheias construída pelo Governo de Santa Catarina, já que outras barragens estaduais foram originalmente executadas pelo governo federal.

Questionado sobre as contrapartidas solicitadas pelo município de Botuverá, que receberá a obra e poderá enfrentar maior demanda por serviços públicos durante a construção, Jorginho afirmou que as negociações continuarão.

“A obra vai começar, e a conversa a gente vai ter. Ninguém vai paralisar a obra. Ela está autorizada legalmente”, afirmou.

Segundo o governador, o Estado pretende discutir investimentos adicionais para Botuverá, mas ainda não há definição sobre quais intervenções serão realizadas ou os valores envolvidos.

A administração municipal manifestou preocupação com o impacto da chegada de trabalhadores e famílias ao município, especialmente sobre áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Além da barragem de Botuverá, o planejamento estadual de prevenção de cheias inclui outra estrutura em Mirim Doce e intervenções em barragens já existentes em Ituporanga, Taió e José Boiteux.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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