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Hackers invadem celulares de brusquenses para pedir dinheiro

Algumas situações foram relatadas por moradores da cidade nas últimas semanas; casos aconteceram pelo aplicativo WhatsApp

Postado em 15/09/2020 às 15:11

(Foto: Ilustração)

Apesar do fato acontecer há muito tempo, o ataque hacker ainda é frequente e é possível de se observar até nas mais pequenas cidades do interior. Com o desenvolvimento das tecnologias e a imperícia de alguns usuários, principalmente pessoas com idade mais avançada ou crianças, portas acabam sendo abertas, possibilitando esta espécie de ‘roubo virtual’.

Brusquenses relataram nas últimas semanas algumas situações que aconteceram pelo aplicativo WhatsApp. A estratégia atual dos hackers é iniciar um bate-papo amigável pela plataforma e, em determinado momento, pedir uma determinada quantidade de dinheiro ‘emprestado’.

Os valores solicitados para depósito não são tão altos, justamente para que a pessoa não desconfie. Com o depósito efetuado, a mensagem em seguida enviada pelo hacker é: ‘amanhã eu te devolvo’. Assim o roubo acontece.

Em uma das situações relatadas, o valor era de R$ 2500 e foi solicitado via WhatsApp por um colega de trabalho. Porém, apesar de demorar para perceber, surgiu a desconfiança por parte da vítima do roubo e uma ligação foi feita a pessoa que teve seu celular hackeado. O alvo do ataque negou que estaria pedindo dinheiro e o contato do bandido foi bloqueado imediatamente pela pessoa que estava sendo enganada.

Além deste caso, outras duas situações também ocorreram pelo WhatsApp e foram relatadas. Uma delas o celular foi hackeado e na mesma tarde os invasores solicitaram o dinheiro. Desta vez, a vítima do roubo acabou depositando.

A outra situação segue uma linha de distorção semelhante. Se passando pelo conhecido, os hackers utilizam sempre a mesma desculpa de que a pessoa passa por dificuldades financeiras e precisa de dinheiro.

Como isso acontece?

Existem várias formas de um celular ser hackeado. Roberto Maurici, que trabalha na área de Tecnologia da Informação (TI), explica que na maioria das vezes estes hackers acessam o telefone por meio de links enviados por SMS ou por email. “Às vezes as pessoas acabam clicando sem observar o que estão fazendo. Isso redireciona para sites falsos, onde os hackers conseguem buscar informações e dados da pessoa. Isso acontece até chegar ao ponto de terem acesso a todo o celular. Essa é uma das questões mais básicas e comuns”, explica.

Outra forma de acesso aos dados pessoais é por meio de aplicativos que não são seguros. Na maioria das situações, são jogos. O app solicita permissão de acesso a câmera, fotos e localização da pessoa. Quando este acesso é fornecido, uma porta é aberta e é neste caminho que o hacker pode se aproveitar, caso determinado aplicativo não seja confiável. “Eles aproveitam essa ‘brecha’ e fazem o acesso ao celular do indivíduo. É abrindo estas ‘brechas’ que os hackers atacam as redes”. Além dos apps, existem sites que também solicitam informações de usuário.

“Os nossos smartphones são computadores de bolso. Todo telefone tem um IP (Internet Protocol). Como eles atacam as redes de computadores pelos IP, os nossos celulares estão vulneráveis a isso”, conclui Roberto.

O que fazer?

Quando receber um SMS, é necessário observar o que está sendo recebido, sem clicar imediatamente ou cadastrar algo. Outra situação que acontece é quando as pessoas acabam mandando links de procedência duvidosa pelo WhatsApp. Algo que deve ser cuidado, pois muitas vezes as pessoas não têm ciência se determinado link é verídico. “Às vezes as pessoas nem leem e já repassam para um grupo de WhatsApp”, pontua Roberto.

Preste atenção!

Roberto Maurici afirma que também é necessário ter cuidado com as redes públicas de wifi, como em praças, restaurantes, bares e afins. Segundo ele, elas não possuem uma segurança de rede reforçada. “Já houve vários casos de pessoas que foram em estabelecimentos e foram hackeadas pela rede, que não possui proteção”, diz.

“Não que em Brusque isso ocorra, mas é possível. Brusque possui várias redes abertas. Eles [hackers] verificam onde acham estas portas abertas”, continua.

É necessário também ficar alerta com as ligações falsas de operadoras de telefone. As pessoas acabam muitas vezes se entregando em ligações falsas, onde o hacker do outro lado da linha solicita informações pessoais.

Apesar daquilo que foi relatado em Brusque, quando se trata de WhatsApp, são poucos os casos que ocorrem. Roberto reforça que é necessário evitar instalar programas ou jogos que não são oficiais e também ficar sempre alerta a qualquer atitude ou algo suspeito que possa gerar uma invasão. “Não podemos esquecer que o celular é um computador de bolso. Sendo um computador de bolso, ele tem suas fragilidades”, finaliza.

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