Portal da Cidade Brusque

MAU CHEIRO

Moradores voltam a reclamar de forte mau cheiro próximo ao rio Itajaí-Mirim, em Brusque

Relatos de moradores apontam que forte odor chega ao interior das residências mesmo com portas e janelas fechadas; origem ainda não foi identificada

Publicado em 29/09/2026 às 16:42
Atualizado em

(Foto: Ana Massambani/Portal da Cidade Brusque)

Moradores dos bairros Santa Rita e Santa Terezinha, em Brusque, voltaram a reclamar de um forte mau cheiro percebido nas proximidades do rio Itajaí-Mirim e da avenida Beira Rio. Segundo relatos recebidos pelo Portal da Cidade Brusque, o problema é recorrente e, nas últimas semanas, o odor tem chegado a invadir casas e apartamentos.

A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) já mantém um processo administrativo para investigar a situação. A apuração foi aberta em maio, após reclamações da comunidade e um abaixo-assinado, mas a contratação da empresa especializada que deverá avaliar o impacto dos odores ainda não foi concluída.

Uma moradora do Santa Rita descreve que o cheiro não fica restrito a uma rua ou ponto específico do bairro.

“O cheiro é horroroso. Parece realmente que está dentro de casa. É horrível e muito forte. Causa desconforto. E não é só em um ponto ou uma rua específica do bairro. É em várias regiões do Santa Rita, próximo à Beira Rio”, relata.

Outra moradora afirma conviver com o problema desde que se mudou para o Santa Rita, há aproximadamente seis anos. Segundo ela, o odor aparece com frequência, mas em determinados dias se torna ainda mais intenso.

“Nos dias 24 e 25 de agosto estava insuportável. Mesmo com a janela fechada, a catinga estava dentro de casa. Sempre tem o mau cheiro”, conta.

Ela relata ainda ter percebido o odor no último domingo ao retornar de Gaspar. “Quando cheguei na Ponte da Bilu, já estava a catinga. É frequente. Para falar a verdade, nem sei descrever. É pior que cheiro de esgoto”, afirma.

Síndico relata aumento do problema nos últimos dois meses

Síndico de um prédio na região, outro morador afirma que as reclamações não são recentes, mas que houve uma piora perceptível nos últimos dois meses.

“Isso já é recorrente de anos atrás. Só que, de dois meses para cá, a gente notou que está cada vez mais forte”, relata.

Segundo ele, anteriormente o problema era percebido principalmente dependendo da direção do vento. Atualmente, moradores do condomínio reclamam que o odor chega ao interior dos apartamentos.

“A gente entra dentro de casa, dentro do apartamento, e parece que tem um esgoto aberto lá dentro”, afirma.

O síndico relata que a situação costuma ficar mais perceptível no fim da tarde, quando o vento leva o odor em direção aos imóveis. Ele diz receber reclamações frequentes dos moradores do prédio e também ouvir queixas de pessoas da vizinhança.

“É reclamação direta de todo o prédio e da vizinhança também. Não tem como não reclamar. Está muito forte”, diz.

O morador também levanta dúvidas sobre a possível origem do odor, mas afirma não ter elementos para determinar a causa. Até o momento, não há confirmação técnica sobre a origem do mau cheiro.

Investigação foi aberta em maio

A Fundema instaurou em maio um processo administrativo para investigar o mau cheiro percebido na região do rio Itajaí-Mirim. O documento foi publicado em 22 de maio, após reclamações de moradores, frequentadores da Beira Rio e a apresentação de um abaixo-assinado.

Na época, participaram da mobilização moradores do Santa Terezinha, Santa Rita, Steffen e de outras regiões próximas.

O processo busca identificar a origem e as causas do odor e verificar se existem lançamentos irregulares de substâncias ou resíduos no rio. Caso alguma irregularidade seja constatada, a investigação também deverá apontar eventuais responsáveis.

Uma engenheira sanitarista e um chefe de licenciamento ambiental foram designados para conduzir as apurações, incluindo vistorias e outras análises técnicas.

Quando o processo foi aberto, a previsão informada era de 120 dias a partir da publicação para a apresentação de um laudo conclusivo. Considerando a publicação em 22 de maio, esse período já transcorreu.

Empresa especializada ainda não foi contratada

Procurado nesta terça-feira (29), o superintendente da Fundema, Leonardo Pereira, informou que o processo para contratar uma empresa especializada na avaliação do impacto de odores foi aberto, mas ainda está em andamento.

Segundo Pereira, a contratação depende de etapas técnicas, jurídicas e documentais exigidas pelo poder público. Parte da documentação também precisa ser atualizada pela empresa que se pretende contratar.

“Embora a contratação ainda não tenha sido formalizada, o processo permanece em andamento e, após as análises necessárias, poderá avançar para as demais etapas da contratação e, posteriormente, para a execução do estudo que subsidiará o Processo Administrativo Ambiental”, explicou.

Dessa forma, mais de quatro meses após a abertura da investigação, ainda não há um laudo conclusivo apontando de onde vem o mau cheiro relatado pelos moradores da região da Beira Rio.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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