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AMOR PELO RÁDIO

No Dia Mundial do Rádio, Dirlei Silva celebra quatro décadas de carreira

Radialista relembra início na profissão, destaca coberturas marcantes e faz projeção sobre futuro do rádio

Postado em 13/02/2020 às 13:10 |

(Foto: Arquivo pessoal)

O Dia Mundial do Rádio foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2011, e é celebrado todos os anos no dia 13 de fevereiro.

A data serve para as pessoas de todo o mundo homenagearem o rádio e suas diversas formas de fazer parte de nossas vidas. 

Vocação que vem de berço

A paixão pelo rádio está no sangue de Dirlei Silva. Filho do radialista Dario Silva, desde jovem ele acompanhava os passos do pai na Rádio Araguaia.

"Eu saía da escola, voltava ao meio dia com meu pai. Eu convivia nos estúdios da rádio enquanto ele apresentava programas, eu ficava esperando e até participava junto com o pessoal que fazia aquele trabalho, minha relação com o rádio começa desde a infância", relembra.

Além do pai, o irmão, Delamar, também é radialista e companheiro de trabalho. 

Trajetória

Na Rádio Cidade desde 1982, ele apresenta diariamente o "Rádio Revista Cidade", programa de entrevistas e informações sobre os mais variados temas.

"Eu fui o terceiro funcionário da rádio. "Fui chamado pelo Wilson Barros para compor a equipe da Rádio Cidade, tive uma saída de três meses em 1987 para a Rádio Araguaia, mas retornei brevemente", explica. 

Além das duas rádios brusquenses, Dirlei realizou trabalhos nas rádios Nereu Ramos e Clube, de Blumenau. 

Quatro décadas nas ondas do rádio

Ao todo, são 40 anos de profissão. "Comecei na Rádio Cidade num tempo que ela fazia parte da Rede LC, e era uma inovação. Se usava computadores para se fazer a programação musical. Trouxemos bastante vinhetas e jingles, era uma rádio com muita criatividade e inovador. Pra região, era algo novo. Assim, conquistamos um público que até hoje é fiel à Rádio Cidade", orgulha-se.

Seus primeiros passos na rádio foram como repórter esportivo e musical, para depois apresentar os marcantes programas de entretenimento que duram até hoje. 

Coberturas marcantes

Entre as coberturas mais marcantes da carreira, Dirlei destaca sua ida à Alemanha em eventos relacionados à imigração alemã na região de Brusque e Guabiruba.

No esporte, ele destaca duas: o título catarinense do Bruscão em 1992, como repórter, e o título brasileiro do Quadricolor, em 2019, como comentarista.

"Em Manaus (na final da Série D) foi algo indescritível, é até difícil relatar a emoção que foi vivenciar esse título no meio daquela multidão. Estávamos em uma situação bastante precária, com bastante torcedores adversários próximos. Mas valeu pela audiência que a rádio teve, pela correspondência do torcedor com o nosso trabalho", recorda. 


Dirlei Silva esteve na cobertura da final da Série D, ano passado, em Manaus. Foto: Arquivo pessoal

Ainda no esporte, ele aponta como marcante a primeira cobertura de Jogos Abertos, em 1986, em Brusque. "Eu tinha 23 anos e pra mim ainda era tudo novo, embora fizesse a cobertura de alguns esportes. Mas como era o meu primeiro, ficou marcado".

Gratidão

O radialista diz que deve tudo que tem à Rádio Cidade. "Na Cidade eu pude fazer de exercer algo que eu adoro, que é trabalhar em rádio. Fui repórter esportivo, setorista, fiz programa de entretenimento. Estou 38 anos na Rádio Cidade, o rádio em si significa muito pra mim". 

O futuro do rádio

Na opinião de Dirlei, o advento da internet deixou o trabalho das rádios mais universal. "Hoje você consegue alcançar o mundo inteiro, especialmente pessoas que nasceram aqui na nossa região, moram em outro lugar do mundo e conseguem se informar através do rádio na internet". 

Ele acredita que o rádio continuará sobrevivendo e desempenhará um papel cada vez mais importante. "O rádio hoje sobrevive melhor até que a televisão. Hoje você consegue de casa desempenhar um trabalho de rádio. Creio que vamos continuar sobrevivendo e ainda mais com essa vinculação da internet ao rádio. O radio-jornalismo consegue com a internet informar com muito mais rapidez e alcance", defende. 

Dirlei usa como exemplo o jogo entre Brusque e Manaus, na capital do Amazonas. "Sem imagem, só com áudio, nós conseguimos alcançar quase duas mil pessoas apenas pela transmissão do Facebook. Também temos bastante ouvintes pelos aplicativos e pelo site da rádio e mensuramos isso através das inúmeras mensagens que recebemos nas transmissões", aponta. 


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