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Sem convênios, Sindicatos alertam par aumento da demanda médica na rede pública

Procedimentos como exames, odontologia e receituário de medicamentos eram prestados até o rompimento de parceria entre entidades e poder público

Postado em 11/06/2019 às 10:56 |

(Foto: Divulgação/Reprodução)

Representantes de cinco sindicatos, vinculados ao Fórum Sindical, convocaram uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (10) para reforçar as críticas à falta de acordo para o convênio com o Executivo. A medida, negociada desde 2016, permitia que sócios e dependentes das entidades encaminhassem consultas e pedidos de receitas já pelos atendimentos internos.

Com a negativa de continuidade do benefício, anunciada no fim de maio, o público precisará recorrer às unidades de Saúde para receber os atendimentos. O mesmo vale para a retirada de medicamentos receitados por médicos dos sindicatos. 

Jean Dalmolin, coordenador do Fórum, reforçou o volume de pessoas atendidas pelas entidades, entre sócios, dependentes e contrapartida prestada pela entidade. Sem o serviço ele acredita que a situação da saúde pública no município tende a se agravar.  

Durante a coletiva, os gestores informaram a realização de 60 mil consultas gerais, 100 mil odontológicas e 14 mil pediátrica por ano pelos sindicatos. Juntos, eles contam com 30 médicos e 60 ortodontistas. Os serviços eram prestados desde antes da década de 1990, sempre com a oferta de vagas como contrapartida.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis (Sintrafite), Anibal Boettger, a decisão chocou por ter partido da gestão de um médico que teve atuação por mais de três décadas na entidade. Outro ponto de crítica foi a dificuldade de comunicação com o Governo sobre o tema. 

Assim como eles, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio e presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comusa), Julio Atanásio Gevaerd acredita que a medida deve gerar mais demora no atendimento de situações que poderiam ter um encaminhamento feito já pelo sindicato.

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