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Orientação

Economista tira dúvidas sobre PEC da Reforma da Previdência

Durante mais de duas horas, Mairon Brandes apresentou um panorama sobre a trajetória e existência do sistema de Previdência Social no Brasil

Postado em 16/04/2019 às 14:51 |

(Foto: Divulgação/Reprodução)

A noite de segunda-feira, 15, foi de esclarecimentos sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, mais conhecida como PEC da Previdência. Ou ainda a Reforma da Previdência. Palestra ministrada pelo economista Mairon Brandes, do Departamento Intersindical e Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), reuniu um grande número de pessoas no auditório do Sintrafite (Sindicato dos Trabalhadores Têxteis) de Brusque. O evento foi realizado pelo Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região.

Durante mais de duas horas, Brandes apresentou um panorama sobre a trajetória e existência do sistema de Previdência Social no Brasil. Momentos da história que vão desde a década de 1930, ainda no governo Getúlio Vargas, até os dias atuais. Além disso, destacou e explicou ao público como ficarão pontos da proposta encaminhada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional.

“Acredito que pudemos trazer essa informação da contrarreforma da Previdência pela PEC, através da contra argumentação do que o governo nos coloca. Do que os bancos nos colocam, a grande burguesia, os principais setores econômicos do Brasil, que são os mais interessados, justamente porque são os maiores beneficiados”, frisou ele.

Dúvidas sobre idade mínima, tempo de contribuição, BPC (Benefício de Prestação Continuada), situação de atuais aposentados e reajuste dos benefícios com a aprovação da PEC nortearam a explanação.

Entre os argumentos destacados pelo economista está a situação da arrecadação dos sistema previdenciário. Segundo ele, a Previdência não é deficitária, o que ocorre é que o governo retira valores destinados ao custeio do sistema para outros fins e não diz isso à população menos esclarecida.

Brandes também frisou que o modelo proposto pelo governo, da Capitalização, vai levar a um colapso e fazer com que muitas pessoas quando aposentadas fiquem em situação de extrema dificuldade. O exemplo é o Chile, que adotou este modelo na década de 1980 e, agora, está começando a revê-lo.

Entidades vão manter orientação aos trabalhadores

Para o coordenador do Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região, Jean Dalmolin, surpreendeu a quantidade de pessoas presentes ao evento.

“Tivemos uma presença boa, tendo em vista o tema polêmico, que vai mexer no bolso dos trabalhadores. Existem bastante dúvidas. Ele tentou explicar de uma forma detalhada. Claro que há muito tema que, devido ao horário, não a como tirar todas a dúvidas possíveis. Vimos que a dúvida é geral”, pontuou ele.

Segundo ele, as entidades sindicais vão continuar alertando os trabalhadores sobre os efeitos negativos da Reforma da Previdência e o quanto ela vai prejudicar os cidadão. Isso se dará através de material informativo e, até mesmo, através da pressão popular junto aos parlamentares no Congresso Nacional.

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