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Leilão arrecada quase R$ 400 mil; Município estuda terceirização total da frota

Sistema de monitoramento de veículos também é uma ação desempenhada em caráter experimental pelo município.

Postado em 06/11/2019 às 17:43 |

(Foto: Ian Dietrich/Portal da Cidade )

O leilão da prefeitura municipal de Brusque realizado de forma presencial e on line no dia 30 de outubro, arrecadou um total de R$ 397 mil reais, segundo informou o secretário de patrimônio, Aloiz Alex Diegoli.  

O destaque do leilão ficou por conta dos 33 veículos que foram abatidos. De acordo com Diegoli, a ideia era vender tudo, mas o leilão superou as expectativas, pois não se pensava em valor agregado. “A surpresa foi grande em ter arrecadado um valor de praticamente o dobro do que era os lances iniciais”.

Com a ação de venda foi possível realizar a limpeza do pátio. “Os pátios já estavam cheios e lotados, além de que a manutenção destes espaços estava ficando difícil”, pontou.

Terceirização da frota

A terceirização da frota do município de Brusque é um dos projetos que teve início em 2018, quando a secretaria de Gestão e Governo, comandada pelo secretário William Molina, realizou um estudo apontando as possibilidades e vantagens da terceirização da frota.

Segundo Molina, a necessidade do projeto se dá em razão dos altos gastos que a prefeitura tem com a recuperação de veículos velhos. “Como eles passam de mão em mão e muitos secretários acabam mexendo, eles não têm o mesmo cuidado e zelo que teria se essa pessoa fosse a responsável”, pontua.

Raio- X da frota

Os 218 veículos vinculados ao poder público passaram por uma avaliação durante diagnóstico feito em junho de 2018. A medida deve ser atualizada em fevereiro do próximo ano, quando a locação de veículos completar um ano.

Na época da avaliação, 60 deles eram considerados veículos populares e dois executivos. Também foram avaliadas vinte e três minivans, 12 pickups, 16 furgões. 18 caminhonetes também faziam parte do inventário que era composto ainda por 27 motos, 40 caminhões, 18 ônibus e duas máquinas emplacadas.

Os gastos para manter a conservação e manutenção de veículos no ano anterior ao do estudo (2017) reforçava a necessidade de busca por alternativas ao modelo. Naquele ano foram gastos mais de R$ 1,4 milhão no serviço.

O custo por habitante, por exemplo era mais alto que os municípios vizinhos, chegando a 11,48 para os 128.818 moradores estimados na época. Para uma população de 135.268 mil pessoas, Balneário Camboriú gastava 5,19, já Itajaí, com mais de 212,6 moradores tinha o custo de pouco superior a R$ 1,5 milhão.

O levantamento também sinaliza que 131 dos veículos representavam um custo de R$ 400 mil em manutenção, ou seja, 40% do total. A avaliação técnica indicava a necessidade de troca imediata de 19 veículos. Outros 18 deste grupo eram classificados como em “alerta”, 27 estavam em observação e 67 em bom estado. Dado o contexto, a terceirização era recomendada como forma a gerar mais economia aos cofres públicos.

Sistema de Monitoramento

Ainda no mesmo projeto que prevê a terceirização da frota, também há a ação de monitoramento de quem faz a utilização dos veículos e o local em que eles estão. “As pessoas que vão utilizar o veículo têm um cartão próprio informando quando e onde elas foram com esses carros”, explica Molina.

O secretário revela ainda que antes desse procedimento, ocorriam situações em que os carros que apresentavam danos ou sofriam estragos em alguma atividade externa acabam sendo abandonados pelo motorista. Por essa razão os veículos chegavam a ficar parados por até cinco meses. Daí então, os problemas com motor e peças eram recorrentes.

Com a terceirização de uma parte da frota, o município paga um valor mensal. “Hoje os veículos têm seguro. Então se algum deles se envolver em um acidente ou for roubado, ou algo assim, há o seguro total contra terceiros ou ao próprio veículo”, explica revelando que a ação também traz vantagens para os servidores que já não precisam mais responder por processos administrativos em caso de acidentes, por exemplo.


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