Em quase 30 anos como atleta, Soelito Gohr coleciona títulos, histórias e superações
Um dos maiores nomes do ciclismo no Brasil, o brusquense Soelito Gohr venceu diversas competições nacionais e internacionais e após acidente, passou a competir nas Paraolimpíadas, onde também se destacou.
Publicado em 10/02/2017 às 00:33
Ele coleciona muitas vitórias e medalhas. Tem uma carreira extensa no ciclismo. E levou o nome de Brusque para diversos cantos do mundo em competições internacionais. Soelito Gohr dispensa apresentações.
Aos 43 anos de idade, Soelito passou a maior parte da vida sob uma bicicleta. Começou a competir aos 14 anos. Hoje, dia 10 de fevereiro, é comemorado o Dia Nacional do Atleta Profissional. E o Portal da Cidade Brusque conta a história de um dos maiores ciclistas do país – e que é um orgulho para Brusque.
A vida de atleta iniciou cedo. Em 1986, Soelito começou a correr pela equipe Schlosser, que mantinha uma escolinha. Desde então, nunca mais largou o esporte. Ele fala com orgulho que se apaixonou pela modalidade e que com muita dedicação conquistou diversos títulos. Foi campeão catarinense em todas as categorias possíveis, desde a mirim até a elite, a mais alta dos campeonatos.
A partir daí, os títulos foram aumentando. Vieram os nacionais e os internacionais. No meio da trajetória, um grave acidente adiou alguns planos do atleta. Mas que em nenhum momento pensou em desistir. Em 1995, Soelito voltava para casa, na rua Azambuja, depois de um treino, quando foi surpreendido por uma Kombi. O impacto no braço esquerdo foi violento. Soelito teve ruptura de ligamentos e ficou 15 dias internado. Depois, foram mais dois anos de recuperação e longe da bicicleta. A lesão se tornou permanente, mas não foi motivo para afastar Soelito das competições.
“Nunca pensei em desistir. Demorei para voltar a ficar apto para competir, mas voltei e aqui estou até hoje, correndo”, diz animado.
Trajetória nas Paraolimpíadas
Quando voltou para as pistas, o atleta mostrou todo o seu dom e dedicação - se tornou campeão catarinense. E em 2006 foi campeão brasileiro. Por causa da lesão no braço, Soelito se encaixava no perfil dos competidores paraolímpicos. Em 2007, iniciou nas competições na classe C5, que integra atletas com capacidade muscular limitada. “Como minha lesão não é tão grave, consigo competir tanto nas paraolimpíadas, como em outras competições”.
Ele competiu nas Paraolimpíadas de Pequim, Londres e Rio, que aconteceu no ano passado. Acostumado com as estradas, Soelito quis se desafiar ainda mais, e em 2015 foi apresentado às competições do velódromo. Na modalidade, foi campeão paraolímpico em 2015, na Holanda.
A melhor parte da vitória é voltar para casa
Soelito não esconde que a chegada na reta final da competição é emocionante. Mas que a comemoração de verdade acontece quando ele volta para perto da família e amigos. “É claro que a vitória é vibrante ali na hora. Mas quando termino a corrida já penso em como vai ser chegar em casa. Porque sei que vai ter gente me esperando, com entusiasmo e receptividade. Essa é a melhor parte”.
Momentos inesquecíveis da carreira
O título de campeão paraolímpico em 2009 é um dos mais marcantes da vida de competidor, para Soelito. “Me marcou muito ganhar a camisa de campeão mundial”. Mas ele também guarda com carinho as lembranças das Paraolimpíadas de Pequim. “Foi um momento em que conheci muitos atletas do mundo todo e de vários esportes. Foi uma troca de conhecimento muito grande”.
O plano é permanecer no esporte até o fim da vida
A carreira de atleta vai de vento em popa, mas Suelito já planeja o que pretende fazer quando se aposentar do esporte profissional. A ideia é incentivar o esporte paraolímpico em Brusque e, para isso, já busca parceiros para iniciar projetos.
“Espero que o meu legado seja incentivar o esporte aqui na cidade. Ele deveria ser mais valorizado e é por isso que pretendo continuar nesse meio a vida toda. Não só competindo, mas quero estar envolvido e fazer o que estiver ao meu alcance”.
Fonte: Da Redação
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