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INDIGNAÇÃO

Professora é impedida de entrar no INSS de Brusque e chama a polícia

Um descaso com o ser humano. Ele foi super mal educado, grosso e não me deixou entrar, disse a professora

Publicado em 16/05/2022 às 16:03
Atualizado em

Na manhã desta segunda-feira (16), alguns brusquenses foram surpreendidos com a greve do INSS, que já vem acontecendo gradativamente desde 23 de março, em todo o estado. Uma das pessoas que precisava fazer a perícia, foi barrada e nem se quer conseguiu entrar no órgão.

Foi o caso da professora Fernanda*. Ela contou que tinha perícia marcada para o dia 18/05, mas que por acaso, entrou no site do INSS e verificou que a perícia foi agendada para esta segunda-feira (16), orientada a chegar antes, a professora que está com fratura na bacia e no fêmur chegou às 6h45, quinze minutos antes do marcado, mas mesmo assim não foi atendida.

“Eu liguei no 135 do INSS, eles me orientaram a chegar antes, expliquei para o guarda que me atendeu em Brusque que estava com fratura na bacia e precisava sentar, mas ele não deixou e tive que ficar ali fora mesmo, em pé, com dores e moleta”.

Mas, a surpresa desagradável, não foi só ter que esperar em pé, mesmo com a bacia e o fêmur fraturados, o pior, foi ser informada que a perícia foi reagendada para 13/06 .


“Eu estava aguardando a perícia para depois fazer a cirurgia, mas com essa nova data, não vou ter como esperar, vou precisar fazer a procedimento. E infelizmente esperar mais um mês”, explicou.

Fernanda contou que além de não ter realizado a perícia, não conseguiu entrar no órgão nem para se informar se o marido poderia ir no lugar dela, já que não poderia aguardar mais e teria que fazer a cirurgia.

“Pedi para entrar no órgão para saber se meu marido poderia me representar no dia da perícia com algum laudo médico, ou se teria como algum profissional ir na minha casa, porque depois de fazer a cirurgia, eu não vou conseguir andar, mas o guarda me tratou super mal e não me deixou entrar nem para tirar uma dúvida”.

Fernanda reclamou da forma que foi tratada e achou inadmissível ser impedida de entrar em um órgão público.

 “Um descaso com o ser humano. Ele foi super mal educado, grosso e não me deixou entrar de jeito nenhum. Eu liguei no 135 e eles me informaram que eu não poderia ser impedida de entrar, inclusive, me mandaram ligar para a polícia”.

Diante da situação, Fernanda ligou para a polícia, mas nem assim conseguiu saber como vai ser atendida, após a cirurgia, já que não vai conseguir andar para realizar a perícia.


“Eu liguei para a polícia, eles foram lá, mas mesmo assim nada foi resolvido. Eles não me deixaram entrar nem para tirar uma dúvida. Os policiais também acharam um absurdo. E agora sigo sem saber como vai ser, porque não posso mais esperar pela cirurgia, e não sei como vou fazer minha perícia”, explicou Fernanda. 

O Portal da Cidade tentou contato com o INSS de Brusque, mas não teve sucesso. 

*Nome fictício, porque a mulher não quis se identificar.


Fonte:

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