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Vereadores aprovam requerimento para internação compulsória de moradores de rua

Requerimento foi apresentado pelo presidente da Casa Legislativa, Alessandro Simas (DEM), durante a sessão ordinária desta terça-feira (23)

Postado em 24/11/2021 às 09:41

O requerimento do vereador Alessandro Simas (DEM) para internação compulsória das pessoas em situação de rua que utilizem drogas e álcool, foi aprovado durante a sessão ordinária desta terça-feira (23), em Brusque.

O presidente da Casa Legislativa afirma que o fato inusitado que aconteceu ontem, quando os moradores de rua se banharam no chafariz do Centro Empresarial Social e Cultural de Brusque (CESCB), foi mais uma das situações que vem acontecendo com frequência na cidade.

“Quando eu relatei que eles estão adentrando espaços comerciais e intimidando as pessoas, não é brincadeira. E hoje pela manhã houve uma briga entre dois ou três moradores no interior do supermercado com chave de fenda, com instrumentos cortantes e causando uma série de situações para os clientes”, disse.

Simas diz ainda é preciso tomar alguma atitude para que fatos como esses não voltem a acontecer. Por esse motivo ele sugeriu, conforme o requerimento aprovado, para que por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, fosse realizada a internação compulsória dessas pessoas.

“O nosso requerimento busca a possibilidade da Assistência Social, através legalidade, de fazer a internação. Porque eu tenho certeza que se isso acontecer, logo eles vão sair do local. Nós precisamos tomar uma posição, exigir de quem quer que seja, que tomem medidas para que coíba isso e essas pessoas comecem a ser ‘incomodadas’”, afirmou.

Contrário ao requerimento

O vereador Valdir Ludvig (PT) votou contra o requerimento apresentado pelo presidente. Segundo ele, é preciso realizar uma abordagem diferenciada com os moradores de rua.

“O problema sempre é a abordagem, porque nós vamos com as nossas regras e ali a lógica é outra. É outra cultura, outra maneira de enfrentar a vida”, diz o vereador. “Não tem outro jeito, a polícia não vai resolver. Empurrar tratamento na marra não vai resolver. Só tem uma coisa que resolver, é a conversa”, complementa.


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