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Com UTI’s Neonatal no Azambuja, Brusque poderá ter próprio Banco de Leite

Com dois pontos de coleta, Brusque contribui com 50 a 60 litros de leite por mês para o banco de Blumenau. Deste total, 30% retorna para o município.

Postado em 26/08/2019 às 14:22 |

(Foto: Reprodução/Websérie Tudo isso é Brusque)

Com a possibilidade da implantação de 10 leitos de UTI’s Neonatal no Hospital Azambuja, previstas para o ano de 2020, o município de Brusque poderá passar a ter um Banco de Leite próprio a partir do próximo ano. 

Atualmente, Brusque possui dois pontos de coleta, que fazem a doação de cerca de 50 a 60 litros por mês para o Banco de Leite Humano de Blumenau, conforme informou a coordenadora da instituição, Elisabete K. de Souza. Deste total, cerca de 30 a 40% retornam para a cidade, conforme a demanda dos hospitais locais.

Com esse montante, o município está posicionado como um dos principais doares para Blumenau. A grande quantidade se dá em razão do alto número de doadoras. Até o momento já são registradas cerca de 40. Elas participam de projetos como o “Amamenta Brusque”, da secretaria municipal de saúde e/ou o “Anjos do Peito”, coordenado pela enfermeira e fundadora da Organização Não Governamental (Ong), Angelina Tarter.

O leite doado é coletado por uma equipe do Banco de Leite de Blumenau, todas as segundas-feiras para a pasteurização. Após o procedimento, o leite já tratado é destinado para o atendimento de crianças prematuras internadas. A maior parte vai para os hospitais Santo Antônio e Santa Catarina, em Blumenau, além do hospital Azambuja e Imigrantes, em Brusque.

O retorno do leite coletado tem como prioridade atender as necessidades dos hospitais, no entanto, o projeto Anjos do Peito, também recebe uma quantia. “Como somos um dos maiores doadores, nós exigimos um retorno. De cada 50 frascos que enviamos, recebemos no máximo 8 frascos de volta”, explica Angelina.

Banco de Leite em Brusque 

Questionado pela reportagem do Portal da Cidade Brusque sobre o interesse do município em instalar um banco de leite próprio, o secretário de saúde, Humberto Fornari, informou que com a instalação de UTI’s Neonatal para atendimento, principalmente da população mais carente, a demanda é “suportável”.

“O banco de leite, na teoria, vem acompanhando uma estrutura maior, mais complexa e servindo, principalmente para atender a demanda da neonatologia. Ou seja, nós estamos prontos para abrir um banco de leite, desde que o hospital Azambuja esteja apto a instalar uma UTI Neonatal, porque a função primeira do banco de leite é atender às crianças internadas na UTI”, destacou Fornari.

“Se nós tivemos um banco de leite aqui em Brusque, com o todos os frascos coletados, daria para abastecer os 3 hospitais de Brusque e ainda os bebês que estão em casa”, reforço Angelina.

10 leitos de UTI Neonatal no Hospital Azambuja

A informação foi confirmada pelo diretor do Hospital Azambuja, Evandro Roza. Segundo ele, a intenção é que sejam instalados cerca de 10 leitos para o ano de 2020. Neste projeto serão necessários investimentos que ultrapassam a casa dos R$ 2 milhões.

Atualmente, o hospital Azambuja realiza em torno de 180 a 200 partos por mês e a instalação das UTI’s já estão previstas no Plano Diretor do Hospital. Para tornar o desejo em realidade, o Azambuja deverá receber através de emenda impositiva do governo estadual, o montante de R$ 1,2 mi para a aquisição dos equipamentos necessários para comportar a infraestrutura.

Conforme Roza, a ausência das UTI’s Neonatal, interferem diretamente na rotina do hospital. “Há uma dificuldade em conseguir vagas e fazer a remoção dos recém-nascidos para outros hospitais. Nem sempre a prefeitura possui ambulância disponível e o Sistema Único de Saúde (SUS) não dá cobertura, então é necessário fazer a remoção junto a empresas privadas. As despesas do ano passado ficaram em 86 mil reais, somente para fazer essa transferência”, revelou.

Com a possibilidade do credenciamento das UTI’s Neonatal e a implantação de um banco de leite próprio, Roza destacou que o trabalho da maternidade será mais completo. “Passa a atender o serviço de maternidade geral, como um todo e também, atendendo a todas as exigências da Rede Cegonha, a qual está condicionada”, finalizou.


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