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Maternidade

Projeto do Hospital Azambuja visa diminuir insegurança de gestantes no parto

O objetivo é transmitir informação para diminuir a ansiedade e a insegurança nesta reta final da gestão

Postado em 22/01/2020 às 17:29 |

Cerca de 20 gestantes visitaram a sala de parto e demais áreas relacionadas ao nascimento no Hospital Azambuja, na tarde desta terça-feira, 21 de janeiro. As participantes foram acolhidas no auditório, onde prestigiaram a palestra “Meu bebê chegou, e agora?”, ministrada pela médica pediatra, Dra. Mariana Tezza.

Em seguida, caminharam pelos corredores do Hospital, observando quartos particulares, aqueles conveniados aos planos de saúde ou SUS, enfermaria, berçário e, finalmente, a sala de parto, por onde todas passarão em poucas semanas. “No ano passado uma gestante participou desta visita e ganhou o neném no dia seguinte. Ela agradeceu pela oportunidade, que a permitiu chegar tranquila para ter o bebê, sem ansiedade e sem medo, porque conhecia a estrutura, a equipe e as intervenções. Estava familiarizada com o ambiente e isso fez toda a diferença para o parto”, conta a enfermeira materno-infantil, responsável pela visita das gestantes, Catiane Guizzo.

Segundo ela, a expectativa para este ano é formatar um Curso para Gestantes, com a participação de uma equipe multidisciplinar, composta por médico obstetra, médico pediatra, nutricionista, fonoaudiólogo e demais especialidades envolvidas com o pré-natal, parto e primeira infância. Mas, enquanto o projeto mais amplo não chega, as gestantes de Brusque e região já podem se agendar para a próxima visita ao Hospital, no dia 4 de fevereiro, às 14h. Não é necessário inscrição antecipada e a iniciativa é aberta para todas as gestantes, independente de convênio, SUS ou particular.


Expectativa
No dia 20 de dezembro de 2019, a brusquense Franciele Angélica Borgonha, de 26 anos, procurou o atendimento na Policlínica porque sentiu o dente do siso inflamado. Por lá, depois de algumas suspeitas e exames, veio uma confirmação bem maior do que qualquer presente de Natal: gravidíssima de poucas semanas! “Um filho era algo que nem passava pela minha cabeça. Até hoje não sinto enjôos. Mas foi uma bênção essa descoberta”, garante a mamãe de primeira viagem que, na visita ao Hospital, estava acompanhada pelo marido, Eduardo Alexandre Torresani Ribeiro, 32 anos.

Apesar de ainda não saber o sexo da criança que cresce em seu ventre, Franciele já se comprometeu em buscar mais informações para viver bem este período da gestação. “A palestra sobre os cuidados com o bebê e a visita ao hospital ajudarão bastante”, afirma.

Diferente de Franciele, ainda no primeiro trimestre de gravidez, Dirlei Palhano, de 32 anos, está na reta final da gestação de Valentina. O marido, Ademir José Rodrigues, 41, é quem mantém a calma do casal, nesta caminhada que já completou 36 semanas.

“Ter uma segunda filha assusta, principalmente depois de tanto tempo. Estou ansiosa, é como se vivesse tudo pela primeira vez. Não lembro de quase nada”, conta Dirlei, que também é mãe de Yasmim, com 14 anos.

A família, que mora no bairro Cedro Alto, veio para o encontro em busca de mais conhecimento. Para Dirlei, tudo é novidade, já que apenas uma vez ela esteve no Hospital Azambuja, para acompanhar o pai internado. “É bom conhecer, saber como funciona. Ficava bem ansiosa quando pensava sobre isso”, detalha.


Conhecimento
Além da visita, as gestantes puderam aprender um pouquinho mais sobre a rotina dos primeiros dias do bebê fora do ventre. O conteúdo foi repassado com carinho, em cerca de uma hora, pela médica pediatra, Dra. Mariana Tezza.

“A gestante se preocupa com o pré-natal, com os exames, com o quarto do bebê. Mas, no puerpério (até 42 dias após o parto), quando o bebê, elas nem sempre estão preparadas. Por isso o desafio é conectá-las neste momento desde já, na fase final da gestação, dando mais tranquilidade e segurança”, pontua a médica pediatra, Dra. Mariana Tezza.

Durante a palestra foram passadas informações sobre os procedimentos pediátricos feitos ainda no hospital e as principais dúvidas que chegam ao consultório. “O choro do bebê é o que mais incomoda a mãe, sobretudo quando ela não consegue identificar a causa. No entanto, o choro nem sempre está relacionado com dor. Ele também acontece porque o bebê é imaturo”, esclarece.


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