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DENGUE

Saúde firma convênio com o Hospital Azambuja para priorizar casos de dengue

Estrutura específica para enfrentamento da dengue foi montada no hospital. Pessoas com suspeita da doença deverão ser encaminhadas pelas UBS.

Publicado em 20/05/2022 às 17:21

(Foto: Ana Massambani/Portal da Cidade Brusque)

A preocupação com o número de casos e mortes por dengue em Brusque levou a Secretaria de Saúde a firmar um novo convênio com o Hospital Azambuja. Esse contrato, de caráter emergencial e de duração de 60 dias, objetiva priorizar os atendimentos de pessoas com suspeita de dengue no município. Só em 2022 Brusque registrou 3.261 casos da doença e 7 mortes.

Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (20), o secretário de Saúde, Osvaldo Quirino, afirmou que novas medidas de enfrentamento a dengue passam a valer a partir da segunda-feira (23).

O que fazer em caso de suspeita de dengue
Pessoas com sintomas deverão procurar a Unidade Básica de Saúde do bairro, onde passarão por uma triagem. Quirino afirma que as equipes das 27 UBS de Brusque passaram por uma capacitação para avaliar e classificar os pacientes em quatro níveis, seguindo o fluxograma nacional. Pessoas classificadas no nível A farão o tratamento na unidade de saúde. Já os pacientes de nível B a D serão encaminhados ao Hospital Azambuja.

Nos fins de semana, quando as UBS estão fechadas, a orientação da Secretaria de Saúde é que pessoas com suspeita da dença se dirijam ao Hospital Azambuja.

O tratamento para dengue se dá, primordialmente, com hidratação e medicação. Uma sala específica para este fim foi disponibilizada no Hospital Azambuja. Os pacientes receberão hidratação, que poderá ser via oral ou intravenosa, além da medicação necessária.

“A dengue tem a característica de causar forte desidratação. Por isso, manteremos o foco em hidratar os pacientes para evitar quadros mais graves. Essa atenção com o número grande de casos da doença é necessária para impedirmos um colapso do sistema de saude”, destaca Quirino.

Os pacientes receberão uma carterinha de acompanhamento, onde serão anotadas a temperatura e evolução do tratamento. A orientação é que as pessoas em tratamento apresentem a carteirinha diariamente na UBS do bairro em que residem, durante sete dias, que é período que a doença costuma agir.

Doença será alvo de preocupação até o próximo verão
Segundo o secretário de Saúde há uma possibilidade de epidemia de dengue no próximo verão, devido ao grande número de focos do mosquito atualmente.

Isso porque em temperaturas mais baixas os ovos com larvas não eclodem. Porém, são extremamente resistentes e sobrevivem por mais de 300 dias sem água e em temperaturas desfavoráveis. E com o retorno das chuvas e temperatuas mais altas, as larvas voltam a se desenvolver.

“Uma fêmea pode botar até 500 ovos. Se ela já estiver contaminada com a doença os ovos também estarão. Por isso é importante combater drasticamente o número de focos do mosquito, senão teremos um verão com gravidade de casos”.


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