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Operação BENAIA

Polícia Federal investiga ex-chefe da Receita Federal por suposta corrupção em Itajaí

Operação cumpre 19 mandados em Santa Catarina e São Paulo e apura pagamentos irregulares ligados ao comércio exterior

Publicado em 02/06/2026 às 11:22
Atualizado em

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (2). Marcus Vinícius Nali Simioni é investigado por supostamente favorecer empresários em processos alfandegários e receber vantagens indevidas em troca de benefícios relacionados ao comércio exterior.

A Operação Benaia cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e São Paulo. As ordens judiciais atingem imóveis ligados ao servidor, familiares e empresas ou pessoas físicas que mantêm relação com atividades de importação e exportação. Também foi determinado o afastamento do investigado de suas funções públicas.

As investigações tiveram início após apurações da Corregedoria da Receita Federal, que identificou indícios de incompatibilidade entre o patrimônio e o padrão de vida do servidor em comparação à sua remuneração oficial.

Segundo a Polícia Federal, o investigado utilizava a posição que ocupava para facilitar trâmites aduaneiros em favor de empresários. Em troca, teria recebido pelo menos R$ 2 milhões de forma irregular.

Já a Receita Federal informou que os valores suspeitos de terem sido recebidos direta ou indiretamente pelo servidor podem ultrapassar R$ 5 milhões.

As apurações apontam ainda a possível participação de despachantes aduaneiros, empresas importadoras, consultorias e operadores logísticos. Conforme os investigadores, os pagamentos teriam ocorrido por diferentes meios, incluindo dinheiro em espécie, depósitos bancários e quitação de despesas pessoais, como aluguel, contas de cartão de crédito e aquisição de bens.

Durante a investigação, a Polícia Federal identificou ainda empresas registradas em nome de familiares do suspeito. De acordo com os investigadores, essas estruturas teriam sido utilizadas para ocultar a origem dos recursos e dar aparência de legalidade aos valores recebidos.

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 10 milhões. O caso é investigado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro

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