Menos de seis meses após sua instalação, a comarca de Guabiruba realizou na segunda-feira (1º) sua primeira sessão do Tribunal do Júri. O julgamento envolveu um homem acusado de tentar matar a ex-companheira e também de ameaçá-la em um caso ocorrido no ano passado.
A sessão começou às 8h40 e foi conduzida pela juíza Caroline Peressoni Porcher, titular da Vara Única da comarca. Durante o dia, foram ouvidas testemunhas, houve o interrogatório do réu e as manifestações da acusação e da defesa. A decisão foi anunciada às 16h35.
O julgamento foi realizado por um grupo de sete jurados moradores de Guabiruba, que participaram pela primeira vez de um júri popular na nova comarca.
O Ministério Público defendeu a condenação do acusado por tentativa de feminicídio e ameaça contra a ex-companheira. Já a defesa alegou que não havia provas suficientes para a acusação e pediu que o caso fosse tratado como lesão corporal.
Ao final da sessão, os jurados consideraram o réu culpado pela tentativa de feminicídio e pela ameaça. Com base na decisão, a Justiça condenou o homem a 22 anos e 11 meses de prisão em regime inicial fechado, além de dois meses e 10 dias de detenção em regime inicial aberto.
A sentença também determinou o pagamento de R$ 20 mil à vítima como forma de reparação pelos danos causados. O condenado permanecerá preso e não poderá recorrer em liberdade.
Inaugurada em 18 de dezembro de 2025, a comarca de Guabiruba teve, com este julgamento, sua primeira sessão do Tribunal do Júri. O processo tramita sob sigilo judicial.