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SAÚDE

Casos de sífilis crescem em Brusque e doença já causou três abortos em 2026

Município confirmou 62 casos da IST em pouco mais de quatro meses

Publicado em 20/05/2026 às 11:38

(Foto: Divulgação/Pronto Pele)

Os casos de sífilis seguem crescendo em Brusque e já colocam a rede municipal de saúde em alerta em 2026. Dados da Secretaria de Saúde apontam que, até o dia 13 de maio, o município confirmou 62 casos de sífilis adquirida, além de 15 registros em gestantes e cinco casos de sífilis congênita, quando a doença é transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez.

Entre os casos registrados neste ano, também houve três abortos relacionados à infecção.

Crescimento preocupa saúde pública

Os números mantêm uma tendência observada nos últimos anos no município. Desde 2021, Brusque acumula 1.364 casos de sífilis adquirida, 244 ocorrências em gestantes e 33 casos de sífilis congênita.

No mesmo período, foram registrados 16 abortos relacionados à doença.

Os dados mais altos da série recente ocorreram em anos diferentes. Em 2022, Brusque registrou 299 casos de sífilis adquirida, enquanto 2024 teve o maior número de gestantes diagnosticadas, com 54 confirmações.

Já em 2023, o município contabilizou seis abortos relacionados à sífilis congênita, maior número do período analisado.

Doença pode ficar sem sintomas

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada por bactéria e transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo.

Segundo a Secretaria de Saúde, a doença pode permanecer sem sintomas por longos períodos, o que facilita a transmissão.

Os primeiros sinais costumam incluir feridas indolores nos órgãos genitais, boca ou região anal, além de manchas pelo corpo. Em muitos casos, porém, a infecção entra em fases silenciosas.

Sem tratamento, a sífilis pode causar complicações neurológicas, cardiovasculares, cegueira, surdez e outras sequelas permanentes.

Riscos aumentam durante a gestação

Nos casos envolvendo gestantes, a transmissão para o bebê pode provocar aborto espontâneo, parto prematuro, má-formações, deficiência intelectual, problemas neurológicos e até morte fetal ou neonatal.

Segundo a Vigilância em Saúde, muitos recém-nascidos precisam passar por internações e acompanhamento prolongado quando a doença não é diagnosticada ou tratada corretamente durante o pré-natal.

Teste rápido é gratuito

A Secretaria de Saúde informou que o teste rápido para sífilis é disponibilizado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com resultado em cerca de 30 minutos.

As unidades também distribuem preservativos gratuitamente.

O tratamento é realizado com penicilina benzatina e, conforme orientação da rede municipal, deve começar o mais cedo possível para interromper a transmissão e evitar agravamentos.

“O principal caminho para reduzir os casos é a prevenção e o diagnóstico precoce”, afirmou a enfermeira da Vigilância em Saúde, Gisele Pruner Koguchi.

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