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FAMÍLIA ACOLHEDORA

Acolhida aos 14 anos, jovem relembra experiência durante celebração em Brusque

Aos 23 anos, Vitória relembrou os nove meses que passou com uma família acolhedora na adolescência

Publicado em 23/10/2026 às 15:55

(Foto: Divulgação/Prefeitura de Brusque)

A sede do serviço Família Acolhedora, localizada na Praça da Cidadania, em Brusque, completou um ano de funcionamento nesta sexta-feira (23). Para marcar a data, a Prefeitura promoveu uma programação aberta à comunidade, com atividades infantis e relatos de pessoas que passaram pelo acolhimento familiar.

Embora o espaço tenha sido inaugurado há apenas um ano, o serviço já atua há 14 anos no município. Antes de contar com uma estrutura exclusiva, a equipe desenvolveu suas atividades por mais de 13 anos sem uma sede própria. Brusque é a sétima cidade de Santa Catarina a disponibilizar um espaço específico para esse atendimento, segundo a Prefeitura.

O Família Acolhedora atende crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de suas famílias de origem. Durante esse período, eles são recebidos em residências de famílias previamente selecionadas e preparadas para oferecer cuidado e proteção.

A coordenadora do serviço e psicóloga do município, Ionara, explicou que as famílias acolhedoras funcionam como uma rede de apoio durante momentos de dificuldade.

O aniversário da sede também contou com atividades para as crianças, como pintura facial e esculturas de balões, em parceria com o Colégio Consul. Voluntários colaboraram com a decoração do espaço.

Acolhimento que deixou marcas

Entre os relatos apresentados durante a comemoração esteve o de Vitória, de 23 anos. Ela contou que, aos 14, após passar por um abrigo em Balneário Camboriú, foi acolhida por Marisa e Iara.

A jovem permaneceu nove meses com a família acolhedora e considera esse período decisivo para sua trajetória.

"Foram os melhores nove meses, que me nortearam, porque muitas coisas começaram a fazer sentido. Foi lá que me permiti fazer terapia", relatou.

Vitória também destacou que o vínculo com as duas mulheres permaneceu mesmo depois do encerramento do acolhimento. Segundo ela, as "madrinhas" continuaram presentes em sua vida e a apoiaram, inclusive, no processo de conquista da independência aos 18 anos.

"Tive o privilégio de ser acolhida e participar neste projeto tão bonito, que trago no coração", afirmou.

Além de celebrar o aniversário da sede, a programação buscou apresentar o serviço aos moradores e incentivar novas famílias a conhecerem a possibilidade de participar do acolhimento temporário de crianças e adolescentes.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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