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Brusque já foi dividida pelo rio Itajaí-Mirim entre duas colônias; conheça essa história

União ocorrida em 1869 formou um extenso território que abrangia áreas de diversos municípios atuais da região

Publicado em 24/08/2026 às 08:37
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(Foto: Brusque Discover)

Quem atravessa hoje o rio Itajaí-Mirim na região central de Brusque passa de um lado ao outro da cidade em poucos minutos. Nos primeiros anos da colonização, porém, o rio representava mais do que uma divisão geográfica: cada margem fazia parte de uma colônia diferente.

Assista o vídeo.

Segundo o historiador e jornalista Celso Deucher, essa configuração permaneceu por quase uma década. Na margem esquerda do Itajaí-Mirim ficava a colônia que posteriormente daria origem a Brusque. Já a margem direita integrava a Colônia Príncipe Dom Pedro, com administração própria.

“Brusque, no início, era basicamente o que acontecia do lado da margem esquerda do rio Itajaí-Mirim. Foi ali que se desenvolveu a colônia que daria origem a Brusque. Do outro lado do rio havia outra colônia, com outra administração”, explica.

Alemães de um lado, maior diversidade do outro

A separação não era apenas administrativa. De acordo com Deucher, as duas áreas também apresentavam diferenças na composição dos grupos de imigrantes que se estabeleceram no território.

Na área que deu origem a Brusque, a presença alemã era predominante. Do outro lado do Itajaí-Mirim, a Colônia Príncipe Dom Pedro recebeu grupos de diferentes origens.

“Do lado onde se desenvolveu Brusque ficaram basicamente os alemães. Já na outra margem havia italianos, poloneses, portugueses e diversas outras etnias”, relata o historiador.

Entre os grupos que chegaram à Colônia Príncipe Dom Pedro estavam também imigrantes norte-americanos. Para Deucher, essa característica fez com que aquela margem apresentasse uma diversidade maior de povos durante os primeiros anos da ocupação.

União aconteceu em 1869

Essa divisão permaneceu até dezembro de 1869, quando as duas colônias foram unificadas. A partir daquele momento, formou-se um território muito maior sob uma mesma administração.

A dimensão era bastante diferente dos limites atuais de Brusque. Segundo o historiador, o território então reunido abrangia áreas que posteriormente formariam ou passariam a integrar diferentes municípios da região.

“Era um território enorme. Abrangia Brusque, Guabiruba, Botuverá, Nova Trento, Vidal Ramos e Presidente Getúlio, além de partes do que hoje são Gaspar e São João Batista. Tudo isso passou a formar esse grande território a partir de dezembro de 1869”, explica.

Ao longo das décadas seguintes, emancipações e mudanças territoriais reduziram essa extensão até chegar à configuração conhecida atualmente.

A história ajuda a explicar uma característica pouco conhecida da formação do município: a Brusque que atualmente ocupa as duas margens do Itajaí-Mirim nasceu de territórios que, durante seus primeiros anos de colonização, tiveram administrações distintas e diferentes características de ocupação.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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