CUSTO DE VIDA
Cesta básica fica 4,95% mais barata em Brusque em julho, mas acumula alta no ano
Trabalhador que recebe o salário mínimo precisou comprometer 49,32% da renda líquida para comprar os alimentos
Publicado em 12/08/2026 às 11:52
O custo da cesta básica caiu 4,95% em Brusque entre junho e julho de 2026, segundo levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Apesar do recuo no mês, os alimentos básicos ainda estão mais caros na comparação com o início do ano e com julho de 2025.
Em julho, os 13 produtos considerados na pesquisa custaram R$ 739,49 na cidade. No acumulado de 2026, a cesta registra aumento de 11,97%. Em relação a julho do ano passado, a alta chega a 6,87%.
Tomate e batata puxam queda
A redução registrada no último mês foi influenciada principalmente pelo tomate e pela batata. Dos 13 alimentos pesquisados, sete ficaram mais baratos.
O tomate teve a maior queda, de 30,1%, seguido pela batata, com redução de 17,38%. Também ficaram mais baratos o café (-3,73%), açúcar (-2,67%), pão (-1,85%), manteiga (-0,48%) e carne (-0,33%).
Por outro lado, seis itens tiveram aumento. O principal foi o feijão, que subiu 6,79%. Também houve alta na banana (2,41%), leite (1,60%), farinha de trigo (0,78%), óleo (0,68%) e arroz (0,22%).
Quase metade do salário mínimo
Mesmo com a redução em julho, comprar os alimentos da cesta básica ainda representa uma parcela significativa da renda de quem recebe um salário mínimo.
Considerando o salário mínimo de R$ 1.621 e o valor líquido após o desconto previdenciário, um trabalhador de Brusque precisou comprometer 49,32% da renda para adquirir a cesta em julho.
O percentual diminuiu em relação a junho, quando era de 51,89%, mas praticamente não mudou na comparação com julho de 2025, quando correspondia a 49,28%.
Em tempo de trabalho, foram necessárias 100 horas e 22 minutos para pagar pelos alimentos em julho. No mês anterior, eram necessárias 105 horas e 35 minutos.
Carne representa mais de 40% da cesta
Entre os produtos pesquisados em Brusque, a carne continua sendo o que mais pesa no orçamento. Os seis quilos considerados no levantamento tiveram custo médio total de R$ 311,52, equivalente a 42,13% de todo o valor da cesta.
Na sequência aparecem o pão, com gasto mensal de R$ 95,46, e o tomate, com R$ 66,87. Somente para comprar a quantidade de carne prevista na cesta, um trabalhador que recebe o salário mínimo precisaria trabalhar 42 horas e 17 minutos.
O levantamento é realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Fonte: Portal da Cidade Brusque
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