Portal da Cidade Brusque

TRIBUNAL DO JÚRI

Chefe de facção recebe mais de 19 anos de prisão por mandar matar rival em Brusque

Segundo o Ministério Público, ordem para matar a vítima partiu do líder da organização criminosa após declarações feitas em uma tabacaria da cidade

Publicado em 23/07/2026 às 17:36

(Foto: Imagem gerada por IA)

O Tribunal do Júri da Comarca de Brusque condenou, no último dia 17 de julho, um homem apontado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) como mandante de um homicídio ocorrido em agosto de 2023 no município. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

A pena fixada foi de 19 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 97 dias-multa. O réu permanecerá preso preventivamente e não poderá recorrer da decisão em liberdade.

Esta é mais uma etapa da responsabilização criminal pelo caso. Em julgamento anterior, cinco integrantes da mesma organização criminosa já haviam sido condenados pela execução da vítima. Conforme o Ministério Público, o avanço das investigações identificou que a ordem para o homicídio partiu do chefe da facção, que passou a responder como mandante do crime.

Na sentença, a Justiça manteve a prisão preventiva do condenado e determinou o início imediato do cumprimento da pena, considerando a gravidade dos crimes, o risco de reiteração criminosa e a atuação do réu em organização criminosa.

Relembre o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público, na noite de 5 de agosto de 2023, a vítima consumia bebidas alcoólicas em uma tabacaria de Brusque quando afirmou integrar uma facção criminosa da Bahia e citou nomes de membros de um grupo rival.

As declarações foram gravadas por um integrante da facção que frequentava o estabelecimento e encaminhadas ao líder da organização. Após receber as imagens, ele teria determinado a execução da vítima.

Em seguida, integrantes da facção foram até o apartamento onde o homem morava, localizado sobre a tabacaria. Conforme a denúncia, o grupo arrombou a porta, agrediu a vítima até que ela perdesse a consciência e a colocou no porta-malas de um veículo.

Os criminosos seguiram até outro local e lançaram a vítima no rio Itajaí-Mirim. O corpo foi encontrado sete dias depois, no município de Ilhota. A perícia apontou que a causa da morte foi asfixia por afogamento.

Os cinco executores do homicídio já haviam sido condenados pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa armada, com penas que variam de 25 a 35 anos de prisão.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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