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INVESTIGAÇÃO POLICIA

Duas mulheres são presas por suspeita de manter clínica clandestina com mais de 20 vítimas

Investigadas são suspeitas de maus-tratos, cárcere privado e estelionato

Publicado em 30/10/2026 às 14:01
Atualizado em

(Foto: Divulgação/PMSC)

Duas mulheres suspeitas de administrar uma clínica clandestina de acolhimento feminino foram presas preventivamente na manhã desta quinta-feira (29), em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. Durante a operação, a Polícia Civil também localizou duas mulheres que estavam sem contato com as famílias após serem transferidas pelas investigadas.

Assista o vídeo.

A clínica funcionava no bairro Duas Mamas, em Schroeder, e havia sido interditada em 15 de outubro, após denúncias de irregularidades e violações de direitos humanos.

Segundo a investigação, o estabelecimento já havia funcionado em São João Batista e Major Gercino antes de se instalar em Schroeder. Após denúncias e fiscalizações, as responsáveis teriam tentado retirar pacientes do local às escondidas para evitar a atuação das autoridades.

No momento das prisões, os policiais também identificaram uma residência com vários quartos que, conforme as suspeitas, seria utilizada para abrir outra clínica clandestina.

Mais de 20 vítimas identificadas

Até o momento, a Polícia Civil identificou mais de 20 vítimas diretas e indiretas relacionadas ao caso.

As investigações apontam que familiares eram levados a acreditar que a clínica estava regularizada e contava com uma equipe médica especializada. Além das mensalidades, as responsáveis também teriam cobrado por consultas e exames que não eram realizados.

Entre as irregularidades investigadas estão agressões, restrição de contato com familiares, privação de medicamentos e condições inadequadas de alimentação e higiene.

As duas mulheres são investigadas por suspeita de maus-tratos, cárcere privado, internações irregulares e estelionato.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Schroeder, com apoio das delegacias de Guaramirim e da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DEAM) de Jaraguá do Sul.

As investigadas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. O caso continua sob investigação.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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