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Crime

Marido mata companheira asfixiada e simula acidente em rio para encobrir crime em SC

Investigações apontam que vítima foi morta dentro da residência do casal, na presença dos dois filhos, de 8 e 2 anos

Publicado em 01/08/2026 às 09:05

(Foto: Redes Sociais, Corpo de Bombeiros, Divulgação)

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que a morte de Débora Ester de Biazi Dambros, de 24 anos, inicialmente tratada como um acidente de trânsito em São Carlos, no Oeste do estado, foi, na verdade, um caso de feminicídio seguido de ocultação de cadáver e fraude processual. O marido da vítima, de 30 anos, e o pai dele, de 53, foram presos na manhã desta sexta-feira (31).

Débora foi encontrada morta no dia 21 de julho às margens do Rio Barra Grande, entre os municípios de São Carlos e Palmitos. O veículo em que ela estava foi localizado submerso, o que levou, em um primeiro momento, à suspeita de que ela tivesse sofrido um acidente após sair da pista e cair da ponte.

No entanto, a investigação mudou de rumo após a análise da cena e dos exames periciais. O laudo cadavérico apontou que a jovem morreu por asfixia e que os ferimentos encontrados no corpo eram incompatíveis com um acidente de trânsito.

Segundo a Polícia Civil, imagens e outras diligências revelaram que o veículo encontrado no rio saiu de Xaxim por volta das 18h40 do dia 20 de julho e chegou à região de São Carlos cerca de uma hora e vinte minutos depois. A investigação concluiu que Débora não dirigia o automóvel e que outro carro, registrado em nome do marido, acompanhou todo o trajeto.

Ainda conforme os investigadores, no dia seguinte ao crime, o marido procurou a delegacia para registrar o desaparecimento da esposa. No boletim de ocorrência, ele afirmou que o casal estava em processo de separação e que a mulher havia saído de casa dizendo que pretendia cometer suicídio.

As investigações apontam que Débora foi morta dentro da residência do casal, na presença dos dois filhos, de 8 e 2 anos. A Polícia Civil informou que, durante uma discussão, o homem teria aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” e, em seguida, asfixiado a esposa até a morte.

Após o crime, o suspeito teria levado as crianças até a casa dos avós paternos e pedido ajuda ao pai. Conforme a investigação, pai e filho colocaram o corpo da vítima em um Fiat Doblò e seguiram até a ponte sobre o Rio Barra Grande, onde lançaram o veículo na água para simular um acidente.

Durante a apuração do caso, uma denúncia anônima informou que o investigado pretendia matar os dois filhos e, posteriormente, tirar a própria vida. Ao cumprir mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, os policiais encontraram uma carta escrita pelo suspeito. No documento, segundo a Polícia Civil, ele pedia perdão aos familiares, relatava o relacionamento com a esposa e afirmava que pretendia matar os filhos antes de cometer suicídio para que eles não precisassem conviver com as consequências da tragédia.

De acordo com a Polícia Civil, o marido confessou o feminicídio durante o interrogatório. O pai dele também confirmou aos investigadores que ajudou a transportar o corpo da nora até a ponte onde o veículo foi lançado para simular o acidente.

Os dois foram encaminhados ao presídio e permanecem à disposição da Justiça.

Fonte: Com informações da NSC

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