SEGURANÇA PÚBLICA
Operação mira esquema de atestados falsos para tirar presos da cadeia em SC
GAECO cumpre mandados e investiga atuação de médico e advogada
Publicado em
05/05/2026 às 09:47
Atualizado em
A GAECO, do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou na manhã desta terça-feira (5) a Operação “Efeito Colateral”, com o objetivo de desarticular um esquema de emissão de atestados médicos falsos para obtenção de prisão domiciliar.
A investigação está vinculada a um procedimento da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí e apura a atuação de um grupo que fornecia documentos médicos ideologicamente falsos para justificar pedidos judiciais em favor de detentos do Complexo Penitenciário do município.
Assista ao vídeo.
Mandados em SC e no Paraná
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão e 35 de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina, como Camboriú, Balneário Camboriú, Gaspar, Navegantes, Joinville, Itapema e Porto Belo, além de municípios do Paraná, como Pinhais e Pontal do Paraná.
Durante uma das abordagens, um dos alvos reagiu com disparos de arma de fogo. Um policial militar que prestava apoio à operação foi atingido, recebeu atendimento no local pelo Corpo de Bombeiros e foi encaminhado ao hospital em estado estável.
Advogada e médico são investigados
Segundo o MPSC, há indícios de que uma advogada atuava em conjunto com um médico para emitir atestados falsos, simulando doenças graves inexistentes. Esses documentos eram utilizados em processos judiciais para tentar garantir liberdade ou prisão domiciliar aos apenados.
Também são investigadas pessoas que teriam sido beneficiadas pelo esquema e que atualmente estão foragidas após descumprirem as regras impostas pela Justiça.
Documentos e provas apreendidos
As apurações identificaram arquivos com imagens de atestados, exames e receituários, além de conversas entre os envolvidos que indicam a elaboração direcionada de diagnósticos para uso judicial.
De acordo com o GAECO, muitos dos beneficiados seriam lideranças criminosas que, ao obterem prisão domiciliar, rompem tornozeleiras eletrônicas e passam a ser considerados foragidos.
Investigação segue em sigilo
Por determinação da Vara Estadual de Organizações Criminosas, foram autorizadas buscas em endereços ligados aos investigados para apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar na apuração.
Os itens recolhidos serão analisados pela Polícia Científica, responsável pela perícia e extração de dados.
O procedimento segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas após a liberação judicial.
Nome da operação
O nome “Efeito Colateral” faz referência ao uso indevido da atividade médica para a prática de crimes, gerando impactos no sistema de justiça ao permitir a concessão irregular de benefícios a detentos.
O GAECO é uma força-tarefa que reúne órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação no combate ao crime organizado.
Fonte: Portal da Cidade Brusque
Notícias relacionadas
Discussão entre casal de idosos termina com os dois feridos e encaminhamento à delegacia
29/06/2026 às 17:08
Menos de um mês após ter moto recolhida, condutor volta a ser flagrado sem habilitação
29/06/2026 às 10:30
Homem é preso após furtar fios de energia e alumínio de residência em Brusque
29/06/2026 às 08:30
PM prende homem por tráfico e apreende drogas no bairro Águas Claras
29/06/2026 às 08:26
Em menos de seis horas, PM prende dois homens por violência doméstica em Brusque
27/06/2026 às 10:06
Polícia Civil prende dois suspeitos e apreende drogas, munições e dinheiro em Brusque
27/06/2026 às 08:10