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AGIOTAS PRESOS

Suspeitos de agiotagem são presos após cobrança violenta contra dentista em Blumenau

Colombiano de 38 anos e brasileiro de 47 foram presos em flagrante; polícia pediu a prisão preventiva dos dois

Publicado em 08/10/2026 às 15:13

(Foto: Divulgação)

Dois homens foram presos em flagrante nesta quarta-feira (7), em Blumenau, suspeitos de envolvimento em um esquema de agiotagem que teria resultado em ameaças e agressões contra um dentista. A vítima contraiu inicialmente uma dívida de R$ 8 mil, mas o valor cobrado teria chegado a R$ 43 mil.

O caso veio à tona após o profissional relatar à Polícia Militar que havia sido agredido durante uma cobrança realizada em seu local de trabalho. Com base nas características do veículo utilizado pelos suspeitos, os policiais conseguiram localizá-los.

Conforme a investigação, os envolvidos distribuíam panfletos pela cidade oferecendo empréstimos informais a empresários. O dentista teria recorrido ao serviço, mas passou a sofrer ameaças quando não conseguiu pagar o valor exigido.

Suspeitos utilizavam nomes falsos

A Polícia Civil identificou que os investigados utilizavam nomes falsos durante as negociações.

Um dos presos é um colombiano de 38 anos, apontado como responsável pelas cobranças mais violentas. Com ele, foram apreendidos celulares, cadernos de anotações, uma faca e aproximadamente mil cartões de divulgação dos empréstimos.

Durante o interrogatório, o homem optou por permanecer em silêncio.

O segundo suspeito, um brasileiro de 47 anos, afirmou que havia cedido sua conta bancária ao colombiano por aproximadamente três meses, recebendo pagamentos em troca.

Ele também declarou ter acompanhado o estrangeiro em três ocasiões para realizar cobranças relacionadas aos empréstimos.

Polícia pede prisão preventiva

Após a prisão em flagrante, os dois homens foram encaminhados ao Presídio de Blumenau.

A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões em preventivas, além da quebra do sigilo telefônico dos investigados e do bloqueio da conta bancária que teria sido utilizada para receber os pagamentos.

As investigações continuam para esclarecer a atuação dos suspeitos e a possível existência de outras vítimas.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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