ELEIÇÕES 2026
Suplente de vereadora do PT é levada à PF após tumulto na Univali, em Itajaí
Larissa Vanzuita foi abordada na Univali e liberada após procedimentos na PF; ela nega ter pedido votos
Publicado em 25/10/2026 às 14:09
A influenciadora digital e suplente de vereadora de Itajaí Larissa Vanzuita (PT) foi conduzida à Polícia Federal na manhã deste domingo (25), após uma ocorrência envolvendo suspeita de boca de urna durante o segundo turno das eleições presidenciais. A abordagem aconteceu por volta das 10h40, nas proximidades da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Ela foi liberada após os procedimentos na delegacia.
Larissa, que reúne cerca de 58,6 mil seguidores no Instagram, nega ter cometido qualquer irregularidade eleitoral. Segundo a influenciadora, ela não pediu votos nem distribuiu materiais de campanha.
Nas redes sociais, Larissa relatou que saiu de casa caminhando com uma bandeira partidária e fez uma manifestação verbal em uma sinaleira antes de chegar à universidade.
Ao entrar na Univali, afirmou ter sido advertida por um responsável pela seção eleitoral de que não poderia circular pelo local gritando. Posteriormente, segundo seu relato, foi abordada por uma juíza eleitoral, que teria informado sobre uma suspeita de boca de urna.
“Jamais faria boca de urna. Não entreguei material, não falei com ninguém, estou sozinha”, declarou.
A influenciadora também afirmou que não chegou a entrar no teatro onde funcionavam as seções eleitorais e disse que não assinaria um termo circunstanciado por considerar que não havia cometido nenhuma irregularidade.
Polícia Militar relata tumulto
Em nota, a Polícia Militar informou que foi acionada para prestar apoio à Justiça Eleitoral após o responsável pelo prédio de votação comunicar uma possível situação de propaganda eleitoral irregular nas proximidades da Univali.
Conforme a corporação, a ocorrência envolvia uma mulher que estaria manifestando apoio político em voz alta perto da universidade.
A juíza eleitoral acompanhou a situação. Ainda segundo a PM, houve um princípio de tumulto no local de votação, o que exigiu o acionamento de outra equipe policial para controlar a aglomeração e garantir a segurança.
Larissa afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que policiais militares retiraram seus pertences à força. Entre os objetos mencionados por ela estavam documentos, celular, tripé e uma bandeira partidária.
“Que país é esse onde, numa via pública, você não pode falar o que quiser? A censura já começou?”, questionou.
A Polícia Militar informou que o direito de voto da influenciadora foi assegurado antes de seu encaminhamento à Polícia Federal. Vídeos e fotografias da ocorrência foram entregues à autoridade policial para eventual utilização no procedimento.
PT de Itajaí acompanha o caso
Após a liberação de Larissa, o diretório municipal do PT informou que acompanhará os desdobramentos da ocorrência.
O presidente do partido em Itajaí, Emídio Capistrano, afirmou que não há provas de que a influenciadora tenha praticado boca de urna.
“O PT Itajaí prima por toda idoneidade e lisura das instituições. Não coadunamos com nenhuma forma de ilicitude, irregularidade ou contravenção eleitoral”, declarou.
Segundo o dirigente, o caso será acompanhado pela presidência municipal do partido e pelo advogado Alex Stein, que esteve na Polícia Federal.
Fonte: Portal da Cidade Brusque
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