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DECISÃO JUDICIAL

Justiça mantém cão com ONG enquanto apura possível falta de cuidados em Brusque

Animal apresentou doença periodontal avançada e parasitas após o resgate; ainda não há conclusão sobre a existência de maus-tratos

Publicado em 11/09/2026 às 13:54

(Foto: Imagem gerada por IA)

Um cão da raça Spitz Alemão Anão, conhecido como Lulu da Pomerânia, continuará sob os cuidados de uma ONG e de uma rede de protetores enquanto a Justiça apura as condições em que o animal vivia anteriormente. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em um processo que tramita originalmente em Brusque.

A determinação é provisória. Isso significa que a Justiça ainda não decidiu se houve maus-tratos e também não definiu de forma definitiva com quem o cachorro ficará.

Antes da decisão do TJSC, a Justiça em Brusque havia determinado que o animal fosse devolvido à antiga tutora em até 48 horas. Essa devolução, porém, foi suspensa após um recurso. Por enquanto, o cão permanecerá no local onde está sendo cuidado atualmente.

Problemas de saúde pesaram na decisão

Um dos principais motivos para suspender a devolução foram os laudos veterinários apresentados no processo.

Após o resgate, o cachorro foi diagnosticado com doença periodontal avançada e presença de parasitas. Também não havia histórico de vacinação e vermifugação.

Os problemas dentários exigiram tratamento e, segundo um dos documentos apresentados à Justiça, vários dentes precisaram ser extraídos.

Apesar disso, esses problemas, por si só, ainda não comprovam que o animal tenha sofrido maus-tratos. É justamente essa relação que deverá ser esclarecida ao longo do processo.

Perícia ainda deverá esclarecer o caso

A Justiça pretende contar com uma perícia veterinária para avaliar o estado de saúde do cachorro. Esse exame ainda não foi realizado.

Na prática, um profissional deverá produzir uma avaliação técnica para ajudar a esclarecer se os problemas encontrados no animal podem estar relacionados à falta de cuidados enquanto ele estava com a antiga tutora ou se possuem outras possíveis causas.

Esse ponto é importante porque permitirá que a decisão final seja tomada com mais informações sobre a situação específica do cão.

Outros animais estavam em boas condições

A antiga tutora possui um comércio de animais domésticos, incluindo cães e gatos. Fiscalizações realizadas posteriormente encontraram os demais animais em boas condições.

O TJSC ponderou, porém, que essas vistorias aconteceram depois que o Lulu da Pomerânia já havia sido retirado do local. Por isso, segundo a decisão, elas não são suficientes para demonstrar quais eram especificamente as condições desse cachorro antes do resgate.

Cão apresentou melhora

Outro ponto considerado foi a situação atual do animal. Os relatórios apresentados no processo indicam que o cachorro teve melhora significativa no estado de saúde, está adaptado ao ambiente onde vive e recebe acompanhamento.

Diante disso, o entendimento foi de que retirá-lo agora desse ambiente, antes de esclarecer o que aconteceu, poderia representar um risco de piora em seu quadro.

Por essa razão, a Justiça considerou mais prudente manter temporariamente a situação atual.

Decisão ainda pode mudar

O caso, portanto, não está encerrado.

A decisão foi tomada individualmente pelo relator do recurso na 3ª Câmara Civil do TJSC. O cão deverá permanecer com a ONG e os protetores até que as condições de saúde sejam esclarecidas no processo em Brusque, até uma nova decisão judicial ou até que o recurso seja analisado pelo colegiado da Câmara.

Somente com o andamento do processo será possível definir se houve maus-tratos e se o animal deverá permanecer com os protetores ou poderá retornar à antiga tutora.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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