PRESERVAÇÃO
Esculturas espalhadas por Brusque passam a receber limpeza periódica
Ao todo, 107 esculturas produzidas durante os Simpósios Internacionais de Esculturas passam a integrar um cronograma permanente de conservação preventiva
Publicado em 07/07/2026 às 09:15
As esculturas em mármore espalhadas por praças, parques e outros espaços públicos de Brusque passarão a receber limpeza e conservação periódicas. A medida faz parte de um cronograma permanente implantado pela Fundação Cultural de Brusque (FCB) para preservar o acervo produzido durante os Simpósios Internacionais de Esculturas, realizados entre 2001 e 2007.
Ao todo, os sete simpósios resultaram na criação de 107 esculturas. Desse total, 66 estão instaladas em diferentes pontos da cidade, enquanto as outras 41 fazem parte do acervo do Museu Internacional das Esculturas Ilse Teske.
Segundo a Fundação Cultural, a limpeza será realizada, em média, a cada seis meses. As esculturas instaladas em espaços públicos serão higienizadas pela Secretaria de Obras, enquanto as peças que permanecem no museu ficarão sob responsabilidade da equipe da própria instituição.
O objetivo não é apenas melhorar a aparência das obras, mas também aumentar sua vida útil. Com o tempo, poeira, fuligem, folhas, musgos, líquens e outros resíduos se acumulam sobre o mármore, material que, apesar de resistente, sofre desgaste quando permanece exposto ao sol, à chuva e à poluição.
Durante a limpeza, também é feita uma vistoria para identificar possíveis rachaduras, desgastes naturais ou danos causados por vandalismo. Caso algum problema seja encontrado, a escultura poderá passar por uma avaliação mais detalhada e, se necessário, por um processo de restauração.
O diretor-geral da Fundação Cultural de Brusque, Igor Alves Balbinot, afirma que a iniciativa faz parte de um trabalho de valorização do patrimônio artístico do município.
"Desde que a Fundação assumiu a gestão do Museu Ilse Teske, buscamos criar um cronograma permanente de conservação das esculturas espalhadas pela cidade. Também estamos preparando um mapa físico e digital do acervo e todas as obras receberão placas com QR Code, permitindo que moradores e visitantes conheçam a história da escultura e do artista responsável", explica.
A museóloga da Fundação Cultural, Fernanda Yumi Feliciano, destaca que a conservação preventiva é a forma mais eficiente de evitar danos maiores ao acervo.
"O primeiro passo é avaliar o estado de conservação da obra. Depois disso, fazemos a higienização com técnicas que não agridem o mármore. Esse acompanhamento periódico ajuda a preservar as esculturas e permite identificar rapidamente qualquer necessidade de restauração", afirma.
Além de preservar um patrimônio artístico construído ao longo de mais de duas décadas, a iniciativa busca manter as esculturas em boas condições para que continuem fazendo parte da paisagem urbana e possam ser apreciadas por moradores e visitantes.
Fonte: Portal da Cidade Brusque
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