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GREVE

Caminhoneiros aderem à greve nacional e se mobilizam em Itajaí e outras cidades

Paralisação é motivada pela alta do diesel e defasagem no frete

Publicado em 18/03/2026 às 10:22
Atualizado em

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Caminhoneiros de Santa Catarina decidiram aderir a um movimento grevista nacional e já iniciaram mobilizações no Litoral Norte do estado. Em Itajaí, motoristas estão reunidos no posto Dalçoquio, no bairro Salseiros.

A paralisação foi definida em assembleia nesta terça-feira (17)  e está prevista para começar oficialmente na quinta-feira (19), a partir das 13h.

A mobilização envolve profissionais de diferentes cidades do litoral catarinense, como Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá, e deve ocorrer de forma integrada com outros polos portuários do país, incluindo Rio Grande, Paranaguá, Santos, Rio de Janeiro, Bahia e Suape.

Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a adesão regional acompanha um movimento nacional articulado pela categoria.

“Ficou deliberado que a greve nacional vai ser aderida em Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá. Isso está sendo organizado em conjunto com portos como Rio Grande, Paranaguá, Santos, Rio de Janeiro, Bahia e Suape”, afirmou.

De acordo com o dirigente, a principal insatisfação dos caminhoneiros está relacionada ao aumento do preço do diesel e à falta de mecanismos de compensação no valor do frete.

“O diesel subiu e o frete não acompanhou. Essa é a questão nacional”, destacou.

A categoria também cobra o acionamento do chamado “gatilho do frete”, mecanismo criado após a greve de 2018 e que prevê reajustes automáticos nos valores pagos pelo transporte sempre que há aumento no combustível. Segundo os caminhoneiros, a medida não vem sendo aplicada.

“A reclamação maior é que o gatilho do diesel no frete não foi acionado pelo governo. Esse é um dos pivôs da greve. Além disso, há empresas pagando abaixo da tabela mínima”, completou Vanderlei.

Em nota, a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) informou que a paralisação foi decidida de forma “legítima e organizada”, em alinhamento com pautas discutidas em todo o país, e não descarta a ampliação do movimento.

“Estamos acompanhando toda essa situação e acreditamos que seguiremos o mesmo caminho da Baixada Santista. A categoria está unida e não pode mais trabalhar no prejuízo”, afirmou o diretor da entidade, Sérgio Pereira.

A ANTC ressaltou que a categoria não deseja paralisar as atividades, mas aponta a falta de diálogo como fator determinante para a decisão.

“Infelizmente, chegamos a este ponto porque nossas reivindicações não têm sido atendidas. A categoria não deseja parar, mas essa se torna a única alternativa para sermos ouvidos”, diz o comunicado.

O cenário foi agravado após o aumento de 11,6% no preço do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras, o que elevou os custos do transporte rodoviário. Segundo a entidade, o combustível é um dos principais gastos da categoria e o reajuste impacta diretamente o valor do frete.

Ainda conforme Sérgio Pereira, parte dos caminhoneiros autônomos já reduziu suas atividades diante da alta nos custos.

“Em alguns casos, chega a ser mais viável manter o caminhão parado do que operar com prejuízo. Muitos profissionais aguardam uma estabilização do mercado para retornar”, concluiu.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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