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POLÊMICA

Influenciador radicado em SC divide opiniões após ação de controle de javalis

Postagem gerou críticas de ativistas e apoio de produtores rurais preocupados com prejuízos nas lavouras

Publicado em 23/06/2026 às 11:27

(Foto: Reprodução)

O influenciador digital César Rincon, que atualmente reside em Santa Catarina, foi alvo de críticas nas redes sociais após compartilhar um vídeo de uma operação de controle populacional de javalis realizada em Alegrete, no Rio Grande do Sul.

Na publicação, Rincon informou que a ação terminou com o abate de 124 animais em um único dia. Segundo relatos divulgados nas redes sociais, mais de 150 javalis teriam sido abatidos ao longo de dois dias de operação.

A postagem gerou reações divergentes. Enquanto ativistas e defensores da causa animal criticaram o conteúdo e questionaram a prática, produtores rurais manifestaram apoio à iniciativa, destacando os prejuízos causados pela espécie em áreas agrícolas.

A ação ocorreu em uma propriedade rural localizada na região do Rincão de São Miguel, em Alegrete. Rincon participou da atividade ao lado de produtores locais.

Espécie invasora

No Brasil, a caça esportiva é proibida. No entanto, a legislação federal permite o controle populacional do javali-europeu, espécie considerada exótica invasora.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os javalis provocam impactos ambientais e econômicos, além de representarem riscos sanitários para rebanhos e seres humanos. Sem predadores naturais e com alta capacidade de reprodução, os animais se espalharam por diferentes regiões do país.

Em Santa Catarina, a Lei Estadual 18.817/2023 autoriza o controle da espécie por meio de caça, armadilhas e outros métodos regulamentados pelos órgãos competentes. A norma foi aprovada após reivindicações do setor agropecuário, que apontava a presença de javalis em mais da metade dos municípios catarinenses.

Lei é questionada no STF

Apesar da autorização prevista na legislação estadual, a norma é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação foi proposta pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que argumenta que a legislação catarinense poderia abrir margem para a prática de caça esportiva. O processo está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques e ainda aguarda julgamento.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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