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ENTENDA

Professor é investigado após aluna denunciar assédio em escola de Brusque

Justiça concedeu medida protetiva após estudante de 17 anos relatar abordagens e entrega de bilhete

Publicado em 15/05/2026 às 11:29
Atualizado em

(Foto: Reprodução)

Um professor da rede estadual de ensino de Brusque está sendo investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina após uma estudante de 17 anos denunciar supostos episódios de assédio sexual dentro de uma escola localizada no bairro Santa Terezinha.

Assista ao vídeo. 

O caso veio à tona após a adolescente procurar a direção da unidade escolar em estado de forte abalo emocional no último dia 8 de maio. Segundo boletim de ocorrência registrado pela mãe da estudante na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI), a jovem teria recebido do professor um bilhete escrito à mão com conteúdo considerado sugestivo e inadequado ao ambiente escolar.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo Brusque Discover e confirmadas pela reportagem do Portal da Cidade Brusque. Ambos os veículos tiveram acesso ao boletim de ocorrência e documentos judiciais referentes ao caso. 

De acordo com os documentos aos quais a reportagem teve acesso, a estudante enviou mensagens à mãe pedindo ajuda e solicitando que fosse levada à delegacia. Conforme o relato registrado no boletim, a adolescente começou a chorar logo após ler o conteúdo do bilhete e deixou a sala em direção à coordenação da escola.

O caso passou então a ser acompanhado pela Polícia Civil e pelo Poder Judiciário.

Bilhete e vídeos foram anexados à investigação

Segundo os autos, colegas de turma gravaram vídeos mostrando o momento em que o professor entrega o bilhete à estudante. O material foi anexado ao procedimento policial, assim como imagens do texto entregue à adolescente.

Conforme os documentos, o bilhete dizia: “Eu queria que você fosse porque a feira vai ser em São João Batista e eu iria passar o dia lá com você e na volta poderíamos...”.

Trechos do conteúdo fazem referência a uma viagem para uma feira em São João Batista e sugerem um encontro entre os dois fora do ambiente escolar.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a mãe relatou que a filha já vinha mencionando comportamentos considerados inadequados por parte do professor desde o ano anterior, incluindo elogios frequentes à aparência da adolescente e tentativas de conversas particulares.

Justiça determinou medida protetiva

A Vara Criminal da Comarca de Brusque concedeu medida protetiva de urgência com base na Lei Henry Borel (Lei 14.344/2022), legislação voltada à prevenção e enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes.

Na decisão, o juiz responsável pelo caso destacou que os elementos apresentados indicam “plausibilidade das alegações” e justificam medidas imediatas para proteção da estudante.

O magistrado determinou que o professor mantenha distância mínima de 300 metros da adolescente e proibiu qualquer tipo de contato, inclusive por mensagens, redes sociais e aplicativos. As medidas têm validade inicial de três meses.

O documento judicial também determinou a comunicação formal da escola para adoção das providências administrativas cabíveis.

Secretaria informou afastamento

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado da Educação informou que o professor foi afastado das atividades após o caso chegar ao conhecimento da pasta.

A direção da unidade escolar informou que não irá se manifestar.

Relatos nas redes sociais

Após a divulgação do caso, estudantes e ex-alunas passaram a publicar nas redes sociais relatos de situações semelhantes envolvendo o mesmo professor. Há menções a comportamentos considerados inadequados e a um abaixo-assinado que teria sido elaborado anos atrás por estudantes.

Até o momento, no entanto, esses relatos ainda não integram oficialmente o inquérito conduzido pela Polícia Civil.

O caso segue sob investigação.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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