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ENTENDA

Brusquense condenado pelo STF diz que não participou nem financiou viagem no 8 de janeiro

Defesa afirma que ele apenas repassou valores e não sabia destino do dinheiro

Publicado em 14/04/2026 às 11:09
Atualizado em

(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Um morador de Brusque está entre os três empresários de Santa Catarina condenados pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no financiamento de um ônibus que levou manifestantes a Brasília durante os atos de 8 de janeiro de 2023. À NDTV Record, ele comentou o caso e apresentou sua versão sobre a participação.

O condenado é Vilamir Valmor Romanoski, de 59 anos. Também foram condenados Rene Afonso Mahnke e Alcides Hahn, ambos de Corupá. A Primeira Turma do STF fixou pena de 14 anos de prisão, em regime inicial fechado.

Condenação e investigação

De acordo com a decisão, os três foram considerados culpados por associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Ônibus saiu de Blumenau rumo a Brasília

As investigações apontam que os empresários ajudaram a custear um ônibus que saiu de Blumenau no dia 5 de janeiro de 2023, levando 41 pessoas até Brasília. Entre os passageiros, ao menos um teria participado diretamente dos atos de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Defesa de morador de Brusque nega participação direta

À NDTV, a defesa de Romanoski afirmou que ele não participou da viagem e não utilizou recursos próprios. Segundo o advogado Leandro Allein, o empresário teria apenas recebido cerca de R$ 10 mil de terceiros e feito o repasse à empresa responsável pelo transporte.

“O que motivou a condenação foi o fato de ele ter recebido e transferido o valor, sem ter desembolsado do próprio bolso”, afirmou.

A defesa também sustenta que o morador de Brusque não tinha conhecimento sobre a possibilidade de atos violentos. “Era uma excursão com perfil familiar, sem qualquer indicativo de que haveria depredação”, disse.

Empresário de Corupá diz que não sabia destino do PIX

Outro condenado, Alcides Hahn, detalhou sua versão em mensagens enviadas ao repórter Márcio Falcão, da NDTV. Ele confirmou ter feito uma transferência via PIX no valor de R$ 500, mas afirmou que desconhecia a finalidade do dinheiro.

“Não sabia para quê. Um amigo pediu para minha esposa, seria para a viagem de uma pessoa”, disse. Segundo ele, a solicitação foi interpretada como um pedido de ajuda em uma situação pessoal.

Hahn também afirmou que a transferência foi feita pela esposa a partir de uma conta da Caixa Econômica Federal de sua titularidade, a mesma que, segundo ele, foi a primeira a ser bloqueada por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

“Sou muito emotivo para esses casos. Já imagino que é um pai de família com problema de saúde, com filho ou um parente próximo”, declarou.

Contas bloqueadas e viagem ao exterior

O empresário relatou ainda que teve contas bancárias bloqueadas pela Justiça, incluindo valores de aposentadoria. Ele também informou que está em viagem para a Argentina, negando qualquer tentativa de fuga.

"Estou embarcando para a Argentina, mas não estou fugindo da minha responsabilidade. O que nunca irá acontecer. Estou indo a trabalho”, afirmou.

Fonte: Portal da Cidade Brusque

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