PRONUNCIAMENTO
Vereadora Marlina Oliveira se pronuncia após pedido de cassação
O pedido foi feito pelo diretor-presidente do Samae Luciano Camargo
Publicado em 23/03/2022 às 17:36
Após receber um pedido de cassação do seu mandato, pelo diretor-presidente do Serviço Municipal de Água e Saneamento (Samae), Luciano Camargo, a vereadora Marlina de Oliveira emitiu uma nota à imprensa se pronunciando sobre o caso.
Oliveira justificou que todas as suas declarações foram embasadas em depoimentos documentados e assinados pelos depoentes em processo administrativo e que o pedido de cassação é uma tentativa de silenciar o caso.
“O pedido de cassação claramente é uma tentativa de me calar, intimidar, abafar as graves denúncias que pairam sobre o Samae de Brusque e cercear as atividades e atribuições do meu mandato parlamentar”, defende.
O pedido foi protocolado no dia 21 junto à corregedoria da Câmara Municipal e assinado por Luciano Camargo, atual diretor-presidente da autarquia e um dos denunciados.
Na nota, Oliveira afirma que não vai se intimidar por conta do pedido de cassação.
“Não irão me calar, nem me intimidar, meu trabalho continuará avançando e continuarei desempenhando o papel e função para o qual fui legitimamente eleita. Em um Brasil, onde mulheres como Marielle Franco pagam com a vida a sua determinação em ocupar espaços, não serei eu que permitirei que nos diminuam, nos abafem ou nos cerceiem”, conclui.
Entenda o caso
Na última segunda-feira (21), o diretor-presidente do Serviço Municipal de Água e Saneamento (Samae), Luciano Camargo, protocolou uma denúncia à Corregedoria da Câmara de Vereadores de Brusque, contra a vereadora Marlina Oliveira (PT), por suposta quebra de decoro parlamentar.
De acordo com Camargo, o pedido foi feito porque na última sessão ordinária (15), da Câmara de Vereadores de Brusque, a vereadora teria feito acusações contra ele e a autarquia sem provas.
No pronunciamento à imprensa, a vereadora defende que a cassação do seu mandato está sendo feita por conta do seu pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar as suspeitas de delitos contra a administração pública envolvendo servidores do Samae e que suas declarações na Câmara foram embasadas em depoimentos documentados e assinados.
Fonte: Portal da Cidade Brusque
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