O programa “Asfaltaço”, lançado recentemente pela Prefeitura de Brusque, foi tema de debate entre vereadores durante a sessão ordinária da Câmara realizada nesta terça-feira (5).
Na tribuna, a vereadora Bete Eccel (PT) relacionou o assunto à campanha Maio Amarelo e defendeu que investimentos em infraestrutura viária estejam ligados à segurança no trânsito e ao planejamento urbano.
A parlamentar destacou que o trânsito também é responsabilidade do poder público e chamou atenção para os índices de acidentes e mortes no município. Ela afirmou que o Legislativo deve fiscalizar a execução do programa, principalmente em relação à aplicação dos recursos e à qualidade das obras.
Segundo Bete, o “Asfaltaço” envolve um investimento de R$ 100 milhões, viabilizado por meio de operação de crédito aprovada pela Câmara em 2025.
Durante o pronunciamento, a vereadora defendeu mais transparência na condução do programa e alertou para possíveis problemas em obras mal executadas.
“O nosso papel é fiscalizar, é cobrar não só a transparência, mas também a qualidade. Qualidade no asfalto, na execução e no planejamento, porque uma obra mal feita vira retrabalho”, afirmou.
Ela também argumentou que melhorias viárias precisam vir acompanhadas de ações voltadas à segurança no trânsito. “Asfalto sem planejamento pode significar ainda mais velocidade, e mais velocidade sem controle pode resultar em mais acidentes”, declarou.
Jean Pirola rebate críticas
Na mesma sessão, o vereador Jean Pirola (PP) rebateu as críticas feitas ao programa e pediu cautela nas avaliações sobre o “Asfaltaço”, argumentando que a iniciativa ainda está em fase inicial.
Segundo Pirola, o programa atende a uma demanda antiga da população relacionada às condições das vias da cidade.
“O Asfaltaço vai trazer aquilo que a comunidade está cobrando da administração e não só do prefeito, mas de cada vereador”, afirmou.
O parlamentar também disse que críticas devem se basear em problemas concretos e não em hipóteses futuras. Conforme Jean, a proposta da prefeitura é substituir pavimentações antigas que já chegaram ao fim da vida útil.
“A cidade está cheia de buracos. E não foi o atual prefeito que deixou a cidade assim. São asfaltos antigos, que foram feitos há anos e não tiveram a devida manutenção”, declarou.