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POLÍTICA

Câmara de Brusque rejeita moção de apoio ao fim da escala 6x1

Parlamentares divergiram sobre impactos econômicos e sociais da proposta

Publicado em 22/05/2026 às 15:42

(Foto: Talita Garcia/Câmara de Brusque)

A Câmara Municipal de Brusque rejeitou, na sessão desta terça-feira (19), uma moção que manifestava apoio institucional ao fim da escala de trabalho 6x1 e à redução da jornada semanal para 40 horas sem diminuição salarial.

A proposta foi apresentada pela vereadora Elizabete Maria Barni Eccel (PT), conhecida como Bete Eccel, e recebeu um voto favorável e oito contrários.

O texto defendia apoio às discussões em andamento no Congresso Nacional sobre mudanças na jornada de trabalho. Na justificativa, a parlamentar argumentou que a escala 6x1 reduz o tempo destinado ao descanso, convívio familiar e cuidados com a saúde física e mental dos trabalhadores.

Debate dividiu posicionamentos na Câmara

Durante a discussão em plenário, Bete afirmou que a proposta não deveria ser tratada como uma pauta partidária, mas como um debate sobre qualidade de vida e condições de trabalho.

Segundo a vereadora, empresas que adotam jornadas reduzidas têm registrado ganhos de produtividade e melhora no ambiente de trabalho. Ela também citou experiências de companhias instaladas em Brusque que já trabalham com modelos diferentes de jornada.

Os vereadores que votaram contra a moção argumentaram principalmente sobre possíveis impactos econômicos da medida.

Rick Zanata (Novo) afirmou que a redução da jornada sem corte salarial poderia elevar custos para empresas e consumidores, especialmente para micro e pequenos empreendimentos. O parlamentar classificou a proposta como “populista” e defendeu que o foco do debate deveria estar na redução da carga tributária e da burocracia.

Já Alessandro Simas (União) disse não ser contrário à redução da jornada, mas avaliou que o tema ainda exige maior discussão diante das incertezas econômicas e da reforma tributária em andamento.

Antonio Roberto (PRD) também votou contra a moção. Ex-metalúrgico, o vereador afirmou que a discussão precisa considerar a realidade econômica e o mercado de trabalho, defendendo cautela no avanço da proposta.

Como foi a votação

Votaram contra a moção:

Alessandro Simas (União)

Antonio Roberto (PRD)

Felipe Hort (Novo)

Joubert Lungen (Podemos)

Paulinho Sestrem (PL)

Pedro Correa (PL)

Rick Zanata (Novo)

Rogério dos Santos (Republicanos)

A autora da proposta foi a única parlamentar a votar favoravelmente.

Os vereadores André Rezini (PP), Cassiano Tavares (Podemos), Jean Pirola (PP), Leonardo Schmitz (PL) e Valdir Hinselmann (PL) não registraram voto. Pirola e Schmitz não participaram da sessão por motivos de saúde.

O presidente da Câmara, Jean Dalmolin (Republicanos), não vota em deliberações desse tipo, exceto em casos de empate.

Fonte:

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