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Política

Deputado Paulo Eccel critica Polícia Militar em moção protocolada na Alesc

Petista pede urgente mudança na política de enfrentamento às drogas no Morro do Mocotó

Publicado em 30/04/2020 às 07:47
Atualizado em

(Foto: ilustração)

Durante esta quarta-feira (29), o deputado estadual Paulo Roberto Eccel (PT) protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), moção em que critica a atuação da Polícia Militar no Morro do Mocotó, favela situada no bairro da Prainha, em Florianópolis (SC).

No documento, o petista pede à Secretaria de Estado de Segurança Pública uma “urgente mudança na política de abordagem e de combate ao crime nas comunidades de periferia dos aglomerados urbanos”.

Conforme o parlamentar, por se tratar de uma população socioeconomicamente vulnerável, recaem naquela localidade carências de todos os tipos, o que, segundo ele, contribui para o contato de algumas crianças e adolescentes com as ruas, em busca de alternativas de sobrevivência e, consequentemente, às drogas e outras formas de violência.

“Vítima de uma política equivocada de combate às drogas, esta comunidade sofre muito com as consequências das ações da segurança pública, que transforma o local em um violento campo de batalha, em que premissas como eliminação, neutralização e erradicação do inimigo (traficante de drogas) se projetam numa amplitude bastante irresponsável, injusta e cruel, atingindo pessoas inocentes e trabalhadoras”, cita o brusquense, na moção de número 0146.0/2020.

Perfil administrado por integrantes do tráfico no Morro do Mocotó

Eccel citou ainda a morte de um homem de 23 anos, ocorrida no último domingo (26), durante patrulhas da Polícia Militar pelo morro. “Mesmo estando desarmado, recebeu um tiro mortal no pescoço; e com a ocorrência de mais esta morte, após várias recentemente ocorridas, em circunstâncias onde a desproporcionalidade é gritante e assassina, as comunidades do Mocotó e da Queimada resolveram se posicionar em forma de protesto, para chamar a atenção da sociedade e autoridades, colocando barricadas e faixas pedindo Paz e Justiça”. 

Não consta na moção do deputado que os policiais militares em questão foram recebidos à tiros durante a patrulha que resultou na morte.

Leia a moção, na íntegra


Fonte: Portal da Cidade Brusque

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